
RAFAEL FONTELES, LULA e BOLSONARO – Imagens reprodução
Tem essa “diferença” em relação ao governo Bolsonaro, diz Rafael Fonteles (PT-PI) explicando que das 11 entidades investigadas, 9 foram criadas no governo do réu por golpe de Estado – ASSISTA e SAIBA MAIS
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Brasília, 29 de abril de 2025
Rafael Fonteles, governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, participou do programa Roda Viva da TV Cultura nesta segunda-feira (28/abr), onde abordou temas políticos, econômicos e sociais. Em uma das falas, o petista abordou a corrupção no INSS.
O esquema bilionário de fraudes no INSS, revelado pela Operação Sem Desconto da PF (Polícia Federal) e CGU (Controladoria-Geral da União), desviou até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Entidades associativas cobravam mensalidades indevidas de aposentados e pensionistas, sem autorização, falsificando assinaturas e oferecendo serviços sem estrutura. Seis servidores, incluindo o presidente Alessandro Stefanutto, foram afastados, e ele foi demitido.
A operação cumpriu 211 mandados de busca e apreensão em 13 estados e no DF, com seis prisões. O INSS suspendeu os descontos, e investigações continuam por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.
“No governo Lula as instituições funcionam, investigam e descobrem esquemas como este que tivemos no INSS“, afirmou o governador do Piauí, no programa.
Fontles disse que tem essa “diferença” em relação ao governo Bolsonaro. Ele lembrou que das 11 entidades investigadas, 9 foram criadas no governo do réu por golpe de Estado.
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Fonteles argumentou sobre outros pontos, como a defesa da Frente Ampla e Apoio a Lula para 2026. O governador do Piauí defendeu alianças com partidos de centro e centro-direita, como MDB e PSD, para garantir vitória e governabilidade. Ele destacou a aliança bem-sucedida em seu estado, com esses partidos, e expressou desejo de replicá-la nacionalmente.
O petista afirmou que o foco do PT deve ser a reeleição de Lula, considerando-o o único capaz de derrotar a extrema-direita. Fonteles previu que a eleição de 2026 será polarizada entre Lula e um candidato apoiado por Jair Bolsonaro, com outros candidatos de direita tendo chances reduzidas sem o apoio deste.
O governador defendeu que a renovação de lideranças no PT ocorrerá naturalmente após 2026, sob orientação de Lula. Ele reconheceu a importância de novas lideranças jovens, mas enfatizou que a prioridade atual é a reeleição presidencial.
Fonteles advogou por maior representação do Nordeste no comando nacional do PT, reforçando a lealdade ao governo Lula. Ele também confirmou apoio a Edinho Silva para a presidência do partido, seguindo a orientação de Lula.
Ele destacou ações de sucesso no Piauí, como o combate ao roubo de celulares com um protocolo tecnológico adotado por mais de 20 estados, que resultou na recuperação de 10 mil aparelhos. Também apresentou dados de redução de crimes no estado: 20% menos homicídios e 27% menos roubos de veículos. Fonteles criticou a falta de uniformidade na metodologia de contagem de mortes entre estados e defendeu maior apoio do governo federal à segurança pública.
Na área social, ele enfatizou a educação técnica de qualidade como forma de reduzir a dependência de programas como o Bolsa Família, citando que 100% das escolas estaduais do Piauí oferecem ensino médio em tempo integral e técnico, o maior índice do país. Fonteles também destacou o Piauí como líder na transição energética, com projetos em energia renovável e hidrogênio verde, mantendo rigor ambiental na exploração de recursos como a Margem Equatorial.
Sobre a queda na popularidade de Lula apontada por pesquisas, Fonteles atribuiu o problema à inflação dos alimentos, mas acredita em recuperação devido à safra recorde que deve reduzir preços. Ele afirmou que no Piauí a recuperação da imagem de Lula já começou.
Fonteles minimizou conflitos internos no PT, explicando que sua campanha com camisas brancas (em vez do vermelho tradicional) reflete a ideia de governar para todos, representando todas as cores. Ele destacou a democracia interna do PT como um diferencial.
A entrevista, apresentada por Vera Magalhães, contou com uma bancada de jornalistas como Caio Sartori (O Globo), Josué Seixas (Folha de S. Paulo), Julliana Lopes (CNN Brasil), Flávia Tavares (Meio) e Renan Sukevicius (Bandnews FM).
O programa foi transmitido ao vivo às 22h pela TV Cultura, YouTube, X, TikTok e Facebook.












