Presidente solicita ajuda de nordestinos para entender o motivo de ter as árvores destas frutas no Palácio do Alvorada sem nunca ter conseguido comê-las – ASSISTA E ENTENDA
Brasília, 10 de agosto de 2025
Em um passeio pela área do Palácio do Alvorada, neste domingo (10/ago), Dia dos Pais, o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comentou que o local tem frutas nordestinas, caju, sapoti e umbu, mas que nunca conseguiu comer porque não sabe a época do ano.
O estadista pediu mudas enxertadas dos pés destas frutas para tentar plantá-las, achando que o problema pode estar relacionado à idade das árvores no Alvorada.
Lula, que estava acompanhado da Primeira-Dama do Brasil e socióloga Rosângela Lula Silva (PT), disse: “Eu nunca consegui encontrar um sapoti para comer maduro. Queria que quem conhece sapoti mandasse um recado pra mim pra Janja“.
Ele questionou a época ideal para consumo de sapoti, comum no Nordeste, e questionou: “Olha, qual é a época do ano que a gente come sapoti? Eu às vezes fico pensando que é o clima aqui em Brasília que não ajuda”.
Apesar da dúvida do Presidente, é totalmente possível cultivar sapoti em Brasília, embora seja mais comumente associado ao Nordeste.
A planta do sapoti, o sapotizeiro, é de origem tropical e se desenvolve melhor em climas quentes e úmidos, o que explica a sua predominância no Nordeste. No entanto, ela se adapta bem a uma ampla faixa de locais, incluindo climas subtropicais.
Brasília, com seu clima tropical sazonal (com estação seca e chuvosa), atende a maioria das necessidades da planta, principalmente por ter bastante sol e temperaturas elevadas.
O sapotizeiro precisa de água regularmente, especialmente nos primeiros meses após o plantio. No período de seca em Brasília, a irrigação é essencial.
A planta prefere solos profundos, bem drenados e ricos em matéria orgânica. A árvore precisa receber bastante luz solar, sendo ideal que seja cultivada em pleno sol.
Lula também falou sobre a frustração com pés de caju antigos na região, que florescem, mas não frutificam: “Aqui tem vários pés de caju, mas nunca dão caju. Eles são velhos. Se algum nordestino está vendo esse filme de caju, manda um recado, [e/ou] mudas de caju novo enxertado“.
Lula citou o ex-governador da Bahia, Rui Costa, como referência: “O Rui Costa disse que na Bahia tem um [pé de caju] muito grande. Então, quem tiver, por favor, me manda o pé“.
Se Lula ler este texto, saberá que o cajueiro se adapta bem a climas quentes e secos, com temperaturas entre 22°C e 40°C, e a solos arenosos e bem drenados. O clima de Brasília, com suas estações bem definidas de seca e chuva, também atende a esses requisitos.
A planta precisa de bastante sol, de 6 a 8 horas por dia, em solos arenosos, profundos e com boa drenagem, devendo-se evitar terrenos que fiquem encharcados.
No primeiro ano de plantio, a rega deve ser regular para que a muda se estabeleça. Depois, o cajueiro se torna mais resistente à seca, mas em períodos de estiagem prolongada, a irrigação pode ser necessária.
Assista:
Quanto ao umbuzeiro, a planta nativa do semiárido brasileiro, especialmente da Caatinga e do Cerrado nordestino, é adaptada a altas temperaturas e longos períodos de seca. Por isso, ele se desenvolve melhor em climas quentes e secos.
O cultivo do umbuzeiro pode ser feito de diversas formas, sendo a propagação por sementes, estaquia ou enxertia. A enxertia é o método mais recomendado, pois permite a produção de plantas mais resistentes e com maior produtividade, além de antecipar a produção de frutos.
A área de plantio deve ter boa exposição solar, já que a planta precisa de bastante luz.
O umbuzeiro se adapta a solos pobres, mas a adubação orgânica (com esterco, por exemplo) no momento do plantio pode acelerar o crescimento. A cova deve ter um tamanho adequado, como 60 x 60 x 60 cm.
O ideal é plantar a muda no início da estação chuvosa. A distância entre as plantas deve ser de, no mínimo, 8 metros, para que elas tenham espaço para se desenvolverem.
Durante o período de seca, é recomendado regar a planta pelo menos uma vez por semana, com cerca de 20 litros de água. No período chuvoso, a irrigação não é necessária.
É importante manter a área ao redor da planta limpa, removendo plantas daninhas. A aplicação de cobertura morta (como folhas secas) na base da planta ajuda a manter a umidade do solo.
O umbuzeiro ocorre naturalmente no bioma Cerrado, o mesmo bioma de Brasília. No entanto, sua ocorrência se dá em regiões de cerrado mais seco, geralmente no Nordeste.
Embora o clima de Brasília (com estações bem definidas, sendo uma seca e outra chuvosa) possa se assemelhar ao do semiárido em alguns aspectos, o cultivo do umbuzeiro na região pode enfrentar desafios.
O umbuzeiro não tolera temperaturas baixas e geadas, que podem ocorrer na capital federal durante o inverno.
É possível que um umbuzeiro seja cultivado em Brasília, mas pode ser necessário um cuidado extra, como a proteção contra o frio e o monitoramento da irrigação durante os períodos de seca, que são mais longos e definidos na capital do que no Nordeste.








