A cientista afirmou em rápida entrevista que entende que as “dimensões técnico-políticas” são importantes nesse momento – SAIBA MAIS
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“A conversa com o presidente tem o tom dele me comunicar sua avalição desse segundo momento do governo, vamos dizer assim, e que ele achava importante uma mudança de perfil à frente do Ministério da Saúde e me agradecendo pelo trabalho realizado“, afirmou a cientista Nísia Trindade, que acaba de deixar a pasta para a entrada do ministro-chefe da Secretaria das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.
Ele é formado em Medicina com especialização em Infectologia pela USP e tem especialização em Saúde Coletiva pela Unicamp. Foi professor e colaborador em instituições de ensino, filiou-se ao PT em 1988 e assumiu seu primeiro mandato como deputado federal em 2019, reeleito em 2022.
É um dos criadores do programa Mais Médicos e responsável por incluir medicamentos essenciais no programa Farmácia Popular. Anteriormente, foi ministro da Saúde de 2011 a 2014 e secretário de Saúde de São Paulo entre 2015 e 2016.
Quanto à Nísia, a cientista foi pesquisadora de produtividade de nível superior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. No magistério médico, atuou em diversos níveis de formação, desde o ensino fundamental até o pós-doutorado, tanto na Fiocruz quanto na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Ela publicou estudos em livros e artigos, criou a Biblioteca Virtual do Pensamento Social em parceria com a UERJ e integrou conselhos editoriais de várias revistas, como Revista da Sociedade Brasileira de História da Ciência e Medical History.
Nísia foi a primeira mulher a presidir a Fiocruz e a Fundação Oswaldo Cruz, assumindo a direção em 4 de janeiro de 2017, com uma forte votação interna. Durante seu mandato, coordenou a Rede Zika Ciências Sociais em 2018 e integrou programas internacionais da OMS.
Ela liderou as ações da Fiocruz durante a pandemia de COVID-19, promovendo a criação de um novo Centro Hospitalar e aumentando a capacidade nacional de produção de kits de diagnóstico. Em 2021, foi reconduzida ao cargo de presidente e, em setembro, recebeu a condecoração de Cavaleira da Ordem Nacional da Legião de Honra da França.
Em 22 de dezembro de 2022, foi escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser ministra da Saúde, tornando-se a primeira mulher nesse cargo. Ao assumir, afirmou que sua gestão seria pautada pelo diálogo com a comunidade científica e anunciou revogações de decretos do governo anterior. Em 2023, decretou estado de emergência em Saúde Pública na terra indígena Yanomami devido a mortes por desnutrição.
No final do ano, o Ministério da Saúde anunciou a inclusão da vacina contra a dengue no programa nacional de imunizações. Em 2024, o número de casos de dengue alcançou 6,6 milhões, resultando em 6.016 mortes. Em 25 de fevereiro de 2025, o governo anunciou a demissão de Nísia, que estava enfrentando pressões para ajustar a pasta às prioridades do presidente.
Em declaração dada na manhã desta quarta-feira (26/fev), na porta do Ministério da Saúde, Nísia também afirmou, conforme transcreveu o g1, que entende que as “dimensões técnico-políticas” são importantes nesse momento: “É avaliação do presidente. O que disse pra ele é ele é um técnico de um time, faz parte da vivência de qualquer governo substituição de ministros. Isso nada depõe em relação ao meu trabalho. Sou muito consciente disso“.
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