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Fake news de Nikolas Ferreira sobre Pix favoreceu PCC e deputado pode se dar muito mal

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    O deputado
    O deputado federal Nikolas Ferreira discursa para manifestantes em um ato pró-bolsonaro em Belo Horizonte, no início de agosto |3.8.2025| Imagem divulgação Foto: Divulgação


    O bolsonarista é alvo de investigação por disseminar desinformação que comprometeu fiscalização de fintechs e beneficiou crime organizado



    Brasília, 28 de agosto de 2025

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) enfrenta uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) devido à disseminação de notícias falsas sobre o sistema de pagamentos Pix, que, segundo autoridades, teria facilitado a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em esquemas de lavagem de dinheiro.

    A denúncia, protocolada pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) nesta quinta-feira (28/ago), aponta que um vídeo publicado por Ferreira em janeiro, com mais de 200 milhões de visualizações, distorceu a Instrução Normativa nº 2.219/2024 da Receita Federal, levando à sua revogação e comprometendo esforços de combate ao crime organizado.

    O vídeo de Ferreira alegava que a norma, que ampliava a fiscalização de transações acima de R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para empresas, seria uma tentativa do governo Lula de “taxar o Pix”.

    A desinformação gerou uma onda de boicotes ao Pix por comerciantes e cidadãos, temerosos de supostas cobranças.

    Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, a revogação da norma abriu brechas para que o PCC utilizasse fintechs e fundos de investimento na Faria Lima, em São Paulo, para lavar bilhões de reais, como revelado pela Operação Carbono Oculto da Polícia Federal.

    A representação na PGR solicita que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue possíveis crimes de Ferreira, incluindo a divulgação de informações falsas sobre instituições financeiras e favorecimento indireto ao crime organizado.

    A denúncia destaca que a desinformação causou “aumento expressivo de saques em espécie e redução do uso de plataformas digitais”, impactando diretamente a capacidade de rastreamento de atividades ilícitas.

    Caso a PGR acate o pedido, Ferreira poderá enfrentar quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático, além de apurações sobre estratégias digitais usadas para viralizar o vídeo.

    O cientista político Carlito Neto antecipou a denúncia sobre o impacto das fake news de Ferreira em janeiro, alertando que a desinformação forçou o adiamento de ações da Polícia Federal.

    A Operação Carbono Oculto revelou esquemas sofisticados do PCC, que se beneficiou da falta de transparência nas fintechs após a revogação da norma.

    A Receita Federal planeja publicar uma nova instrução normativa nesta sexta-feira (29/ago) para restabelecer a fiscalização, com o ministro Fernando Haddad destacando a necessidade de “destrinchar outros esquemas de lavagem com mais rapidez”.

    A Febraban emitiu nota desmentindo boatos sobre mudanças no Pix, reforçando a gravidade da desinformação.

    Ferreira, protegido pela imunidade parlamentar, pode ter investigação aberta e amplificar o debate sobre desinformação e suas consequências no combate ao crime organizado.



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    2 comentários em “Fake news de Nikolas Ferreira sobre Pix favoreceu PCC e deputado pode se dar muito mal”

    1. Oriona Maria Ferreira Ohse

      Tá na hora de vocês barrem esse deputado que debocha do povo brasileiro que debocha do presidente Lula que debocha das pessoas pobres desse país tá na hora de vocês dar um basta nesse cidadão nesse cidadão não nesse sujeito isso nem patriota é isso deve ser nem sei acho que até a mãe dele deve ter vergonha dele eu espero que o povo mineiro não pode mais nesses cara esse sujeito chamado Nicolas e aquele outro lá que eu nem sei o nome dele sei lá um que tudo é errado para ele só o certo é ele que sai atirando pedra em todo mundo que menosprezo o país e as pessoas pobre eu vou me lembrar do nome daquele sujeito ele é um senador da República que vergonha e quer ser governador de Minas gerais eleitor mineiro diga não para esse cara

    2. Alexandre Oliveira

      Diante do possível protecionismo do PCC, como mostra a matéria, ele também protegeria a facção, mas principalmente defende todo aquele que foi contra Pix.
      Não se esqueçam que não é só tão facção que trabalha com fintechs. Muitos outros empresários e políticos fazem negócios assim.
      Mas, o que mais me incomoda é a economia brasileira está estruturada em cima, da sonegação de impostos. Tenho certeza que se implantado o imposto só reo Pix, muitas empresas de varejo principalmente irão sumir

    Os comentários estão fechados.

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