84,94% dos perfis criticam a coluna e o parlamentar; enxurrada refere-se à baixa produtividade do deputado, matéria tendenciosa da mídia e oportunismo de ambos
Brasília (DF) · 18 de fevereiro de 2026
Uma publicação da Folha de S.Paulo no Instagram, compartilhando trecho da coluna de opinião de Rodrigo Toniol publicada no final da noite de terça-feira (17/fev), gerou forte reação negativa nos comentários.
O texto analisa a ascensão do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) como um marco para a direita brasileira, destacando sua capacidade de unir eleitorados evangélico e católico sob a bandeira do cristianismo.
Rodrigo Toniol, professor de antropologia da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Ciências, argumenta que Nikolas Ferreira — filho de pastor, jovem, articulado e habilidoso no ambiente digital — carrega a “unção do bolsonarismo” sem os entraves familiares associados ao sobrenome Bolsonaro.
Segundo Toniol, em oratória que não convenceu a quase totalidade dos quase 4 mil perfis que comentaram na página até o fechamento dessa matéria, afirma que a novidade reside na estratégia religiosa: “ele funciona como vaso comunicante entre evangélicos e católicos, captando a atenção de dois grupos que a política sempre tratou como eleitorados distintos”.
A postagem recebeu centenas de comentários majoritariamente críticos. Expressões de repúdio predominam, com acusações de propaganda eleitoral antecipada, falta de menção a polêmicas como o episódio da peruca, acusações envolvendo o Banco Master, voto favorável à PEC da Blindagem e contra pautas sociais como vale-gás ou fim da escala 6×1, baixa produtividade legislativa e disseminação de desinformação.
Críticas recorrentes incluem:
♦ zero ou poucos projetos aprovados em benefício da população (com menções a apenas uma lei de auxílio emergencial ao RS, de autoria coletiva);
♦ votos contrários a medidas de proteção ao trabalhador e aos mais vulneráveis;
♦ uso oportunista da fé para fins políticos; e
♦ questionamentos sobre a credibilidade jornalística da Folha de S.Paulo
As mensagens são um reflexo do estarrecimento ao desserviço jornalístico feito a uma figura conhecida como um dos maiores disseminadores de mentiras do bolsonarismo, com frases como “Folha sendo folha… De papel higiênico” ou “Pix caiu, Folha?” insinuando favorecimento pago.
Poucos comentários defendem Nikolas Ferreira, elogiando-o como “fenômeno”, “futuro presidente”, “gigante” ou “terror da esquerda”, com expressões de apoio como “Nikolas é o CARA”, “Deus o guie e abençoe sempre!” ou referências a valores conservadores e cristãos.
Alguns minimizam as críticas como “ódio da esquerda” ou “preconceito religioso”.
De um total de 312 comentários de uma amostra inicial, apenas 47 comentários (15.06%) vieram diretamente de apoiadores pró-Nikolas/bolsonarista/direita cristã, o que inclui “Nikolas é o CARA“, “futuro presidente“, “fenômeno”, “mito”, “Deus o guie”, “terror da esquerda”, “pra cima Nikolas”, “valores e princípios”, “gigante“, emojis positivos, defesa como “esquerda raivosa”, menções a “cristãos conservadores“.
A massiva maioria de 265 (84,94%) foram críticos a Nikolas/Folha/coluna/direita religiosa, predominando fortemente acusações de baixa produtividade, oportunismo da fé, votos contra o povo, “propaganda antecipada”, repúdio à mistura religião-política, “vergonha”, emojis de vômito/fezes, questionamentos sobre o parlamentar ser um “fenômeno”, “zero projetos”, “desinformação” e outras críticas à Folha.
Os comentários negativos à publicação claramente tendenciosa da Folha dominam tanto em quantidade quanto em engajamento (curtidas).
A controvérsia demonstra que aquilo que a Folha quer vender o público não quer comprar porque já conhece o produto.
O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmava falsamente que desde seu ingresso no Palácio do Planalto o povo aprendeu política com seu governo. Mas o entendimento conclusivo das reações à matéria da Folha mostra que sua fala era mais uma de suas manipulações direcionadas aos seus eleitores.
Nikolas Ferreira, concluem estes perfis da amostra, não é o que a Folha vende, pois teve baixa produção legislativa individual (apenas uma proposição de relevância aprovada em três anos, segundo fontes como o portal da Câmara e reportagens).
O que se destaca no deputado é a forte e perigosa presença digital e apelo entre conservadores cristãos.
A coluna de Rodrigo Toniol reforça análises anteriores do mesmo autor (como em janeiro de 2025), sobre a expansão estratégica para o eleitorado católico. “Não caiam nessa, católicos”, diz um perfil.
A religião é justamente a via que sempre serviu como o famoso termo “massa de manobra”, para o bolsonarismo, onde a grande maioria vive nessa bolha, como em um mundo paralelo, fora das redes sociais e longe dos debates relevantes para o Brasil.

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A folha presta um desserviço ao PAÍS, foi muito infeliz, o Nikolas é um mentiroso, trabalha contra o trabalhador e os vulneráveis