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Canal de Maduro no YouTube desaparece “misteriosamente”

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    O presidente
    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anuncia plano de segurança que prevê treinamento de civis pelo Exército para o uso de armas contra eventual invasão dos EUA no país |19.9.2025| Imagem reprodução


    Sem qualquer justificativa, conta com mais de 230 mil inscritos é deletada na plataforma e levanta questões sobre o cerco militar estadunidense no Caribe e a “guerra híbrida” em curso contra a Venezuela



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    Brasília, 20 de setembro de 2025

    O canal oficial no YouTube do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, com mais de 230 mil inscritos, saiu do ar no final da última sexta-feira (19/set), sem qualquer explicação oficial da plataforma.

    O incidente ocorre no delicado e explosivo contexto da escalada de tensões entre a nação sul-americana e os Estados Unidos, que têm posicionado tropas e navios de guerra na região do Caribe sob a justificativa de combate ao narcotráfico.

    O sumiço da página, que exibe apenas a mensagem “Esta página não está disponível”, foi amplamente reportado pela imprensa internacional.

    A agência estadunidense Associated Press e a agência espanhola EFE confirmaram a remoção e noticiaram a falta de um posicionamento tanto do YouTube quanto do governo venezuelano.

    A TV estatal venezuelana Telesur, por sua vez, foi uma das primeiras a abordar o tema no país, afirmando que “sem qualquer tipo de justificativa, o canal no YouTube foi fechado, em momentos de plena aplicação de operações de guerra híbrida dos EUA contra a Venezuela”.

    A citação explícita de uma “guerra híbrida” ecoa a narrativa de Maduro de que as sanções e as movimentações militares americanas no Caribe – próximo a um dos países com as maiores reservas de petróleo do mundo – representam uma ameaça à soberania nacional.

    Em resposta, o líder venezuelano ordenou exercícios militares na ilha de La Orchila e a mobilização de tropas para as fronteiras.

    O bloqueio do canal de um chefe de Estado em uma plataforma privada, mas criada no território dos Estados Unidos, levanta questionamentos sobre a liberdade de expressão e a geopolítica digital.

    Não é a primeira vez que Maduro enfrenta restrições em redes sociais; em 2021, a conta de Facebook do presidente foi bloqueada por um mês por promover um medicamento contra a COVID-19 e, em 2024, o TikTok também bloqueou suas transmissões ao vivo.

    Ele também suspendeu o acesso ao X (antigo Twitter) na Venezuela no mesmo ano.



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