New York Times: ‘Bolsonaro, por que Michelle recebeu R$ 89 mil de Queiroz?’

29/08/2020 0 Por Redação Urbs Magna
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Jornal diz que brasileiros repetiram a pergunta insistentemente durante toda a semana, mas após a leitura de hoje o mundo todo quer saber

O quase ducentenário jornal americano The New York Times trouxe, em sua edição deste sábado (29), uma longa matéria sobre os escândalos do clã Bolsonaro. A mídia, uma das mais lidas nos EUA e no resto do mundo, inicia seu texto mencionando a pergunta, feita ao presidente brasileiro, mais repetida no Brasil na última semana. Contudo, certamente, quem leu tal publicação no The New York Times de hoje, esteja em qualquer outra parte da Terra, também gostaria de perguntar: “Bolsonaro, por que Michelle Bolsonaro recebeu R$ 89 mil de Queiroz?”.

Parte dos compartilhadores de informações antenados em todo o mundo agora conhece a pergunta mais repetida nas redes sociais em nosso país na última semana. Mas foi o próprio Bolsonaro quem deu o impulso para que isso viesse a acontecer. Sua surpreendente e agressiva resposta (“a vontade que eu tenho é encher a sua boca de porrada!“), dada ao jornalista do Globo que lançou a pergunta, foi a única responsável pela viralização.

Após as menções do jornal ao assunto, com o fim de dar conhecimento a seus leitores sobre a pergunta que quase virou ‘hit’, os autores da publicação do NYT construíram uma síntese para todas as investigações incidentes sobre o presidente Bolsonaro do Brasil e seus filhos.

O jornal focou especialmente a imagem de Jair Bolsonaro para fazer alusão aos seus ataques a jornalistas ou quaisquer pessoas contrárias às suas características antisociais, que se tornaram frequentes desde sua chegada à vida pública.

Segundo o NYT, Bolsonaro está com os nervos abalados e trata a todos com tal arrogância devido ao caso do ex-assessor Queiroz, “que gira em torno do potencial roubo de salários do setor público“, conforme escreveu a mídia.

O NYT chama a atenção dos leitores para a corrupção do clã justamente após a “surpreendente ascensão política” daquele que levou a extrema direita à presidência com o compromisso de “erradicar a corrupção e o crime“. Ou seja, é como se o jornal dissesse a seu público que o antes mocinho que ia erradicar a corrupção da política agora fazia o contrário justamente em sua gestão do Planalto.

O The New York Times disserta sobre todo o assunto, desde seu início até o ponto que conhecemos, detalhe por detalhe, em parágrafos que parecem infinitos, deixando seu público a par de tudo, de acordo com todo o contexto que nos foi noticiado até então, o que compromete a imagem internacional da família que assumiu a direção do Brasil.

A publicação das investigações brasileiras em um jornal de grande veiculação dos EUA é muito séria. Isso pode até levar a uma ruptura do presidente Donald Trump com o presidente brasileiro devido à campanha presidencial americana, que já foi iniciada, sinalizando ao eleitorado dos Estados Unidos o hipotético posicionamento distanciado dos problemas pessoais de outrem que macularia sua imagem neste momento.

Sergio Moro também tem seu espaço na publicação do NYT, em parte que diz sobre o ex-juiz federal ter se tornado a figura mais emblemática na cruzada anticorrupção iniciada em 2014, mas tendo abandonado a promessa de Bolsonaro de combate à corrupção quando passou a atuar no Ministério da Justiça de seu governo e deixou de lado importantes projetos traçados previamente.

A mídia americana também destaca fala do procurador brasileiro que disse a bombástica frase: “É um retorno à velha prática política de ser protegido por manobras judiciais. No Brasil temos uma república dos intocáveis ​​e uma república para o resto da população.

Michelle Bolsonaro é mencionada no final do longo texto, que passa a focar sua falta de foro privilegiado, o que a reportagem do NYT vê como passível de sofrer penas mais severas por parte da justiça do Brasil, ao menos a princípio.

Quanto ao presidente, o NYT também destacou seu recente crescimento em pesquisas de opinião, mesmo diante do triste quadro de mortes por coronavírus e de toda a repercussão negativa do caso envolvendo Queiroz, que no último domingo (23) culminou com a pergunta viral “Por que Michelle recebeu [dele] R$ 89 mil?“.

Certamente o povo americano, e os de outras parte do mundo, que conheceu o texto do The New York Times sobre o clã Bolsonaro, na publicação deste sábado, deve estar tentando digerir todo o assunto para, depois, tentar chegar a alguma conclusão mais próxima de uma difícil coerência, mas decerto uma outra certeza será marcante: a de que só nos é dado aquilo que pedimos e/ou merecemos.

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