Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Netanyahu e Trump buscam países para realocar 2 milhões de palestinos de Gaza, dizem fontes dos EUA e Israel


    Encontro entre líderes na Casa Branca teve como um dos temas o acolhimento da população do enclave por outras nações em meio a polêmica global

    Clickable caption
    O Presidente
    O Presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu | Ao fundo, palestinos em Gaza reunidos em busca de ajuda humanitária | Imagens reprodução


    RESUMO <<O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Donald Trump, estão trabalhando juntos para encontrar países dispostos a receber mais de 2 milhões de palestinos de Gaza. A proposta, que inclui a possibilidade de “migração voluntária”, gerou críticas internacionais, com a ONU e grupos de direitos humanos alertando para violações do direito internacional. As negociações ocorrem paralelamente a conversas de cessar-fogo no Catar, mas levantam temores de deslocamento forçado>>

    Washington, 8 de julho de 2025

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiram a possibilidade de realocar mais de 2 milhões de palestinos que vivem em Gaza para outros países.

    A proposta, que foi tema de um jantar na Casa Branca, na última segunda-feira (7/jul), segundo reportagens de veículos como a NBC News e o The Times of Israel, é apresentada por ambos os líderes como uma solução para oferecer aos palestinos “um futuro melhor”. Mas, para muitos, o que está em jogo é algo bem mais grave: um potencial deslocamento forçado que críticos classificam como violação do direito internacional.

    A ideia não é nova. Em fevereiro de 2025, Trump já havia sugerido transformar Gaza na “Riviera do Oriente Médio”, um plano que incluiria a saída de grande parte da população palestina para países vizinhos, como Egito e Jordânia, que já rejeitaram a proposta.

    Netanyahu, por sua vez, endossou a visão de Trump, afirmando que Gaza “não deveria ser uma prisão” e que os palestinos deveriam ter a “escolha livre” de permanecer ou deixar o território. “Se as pessoas quiserem ficar, podem ficar; se quiserem sair, devem poder sair”, disse ele, segundo o Washington Free Beacon.

    No entanto, a retórica da “escolha voluntária” é vista com ceticismo por organizações como a ONU, que alertou que qualquer transferência forçada de civis de um território ocupado é proibida e pode ser equiparada a “limpeza étnica”.

    A proposta ganhou força em meio a negociações indiretas entre Israel e o Hamas, mediadas pelos EUA no Catar, para um cessar-fogo de 60 dias na guerra que já dura 21 meses e matou mais de 56 mil palestinos, segundo autoridades de saúde de Gaza.

    Durante o jantar na Casa Branca, Netanyahu afirmou que Israel e os EUA estão “muito próximos” de encontrar países dispostos a acolher os palestinos, embora nenhum nome de nação tenha sido oficialmente confirmado. Trump, por sua vez, destacou a “grande cooperação” de países vizinhos a Israel, alimentando especulações sobre quem poderia estar envolvido.

    Trump e Netanyahu decidirão o “futuro melhor” para os palestinos?

    A população de Gaza, que já enfrenta bombardeios, fome e deslocamentos em massa, não foi consultada publicamente sobre a proposta. O The New York Times relatou que a ideia de realocação, aliada ao plano de transformar Gaza em um empreendimento de luxo, pode minar a confiança nas negociações de cessar-fogo, especialmente entre os negociadores palestinos.

    Rachel Brandenburg, do Israel Policy Forum, observou que Trump e Netanyahu “provavelmente têm expectativas diferentes” sobre o resultado dessas discussões, o que complica ainda mais o cenário.

    Enquanto isso, a resistência à proposta é palpável. Países árabes, liderados pelo Egito, propuseram uma alternativa que envolve a reconstrução de Gaza com os palestinos permanecendo no território em moradias temporárias, segundo reportou a BBC News.

    A ONU e grupos de direitos humanos reforçam que os palestinos veem Gaza como parte integrante de sua pátria nacional e se opõem a qualquer plano que os desloque.

    Em Israel, o ministro da Defesa, Israel Katz, chegou a sugerir a criação de uma “cidade humanitária” em Rafah, no sul de Gaza, para concentrar a população, mas até mesmo oficiais militares, como o chefe do IDF, Eyal Zamir, expressaram preocupações sobre a viabilidade e os riscos de tal plano.

    A pressão internacional não é o único obstáculo. Em Israel, Netanyahu enfrenta um equilíbrio delicado com sua coalizão de extrema-direita, que defende abertamente a reocupação de Gaza e a expulsão de sua população. Nos EUA, Trump, que busca um cessar-fogo para consolidar sua imagem como um pacificador no Oriente Médio, enfrenta críticas de figuras como o senador Bernie Sanders, que se refere ao premiê israelense domo “criminoso de guerra indiciado pelo TPI“:

    O que está claro é que a discussão sobre a realocação dos palestinos de Gaza não é apenas uma questão logística, mas um divisor de águas político e humanitário. Enquanto Netanyahu e Trump celebram sua parceria – com o primeiro até mesmo nomeando o segundo para o Prêmio Nobel da Paz,– a população de Gaza continua vivendo sob o peso de uma guerra devastadora, sem garantias de que suas vozes serão ouvidas.

    A comunidade internacional agora observa atentamente: será esse o início de um plano concreto de deslocamento ou apenas mais uma manobra política em um conflito que parece longe de uma conclusão?

    O plano de Netanyahu e Trump para realocar milhões de palestinos de Gaza é uma questão explosiva, com implicações que vão além da política e tocam o cerne dos direitos humanos.

    As negociações de cessar-fogo avançam e o mundo espera para ver se a proposta é viável ou se será mais um capítulo de promessas não cumpridas em um conflito marcado por sofrimento e complexidade.

    A história nos ensina que soluções impostas raramente trazem paz duradoura – e a voz dos palestinos precisa ser o centro de qualquer decisão sobre seu futuro.


    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    2 comentários em “Netanyahu e Trump buscam países para realocar 2 milhões de palestinos de Gaza, dizem fontes dos EUA e Israel”

    1. Encontro como disse acima entre dois líderes satânicas,dos quintos dos infernos, é onde vão repousar.

    2. Reinaldo Gonçalves da cruz

      ENCONTRO entre dois líderes satânicos diretamente dos quintos do inferno

    Os comentários estão fechados.

    🗣️💬

    Discover more from

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading