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Premiê reconhece força do inimigo, mas não recua e insiste, apesar de temer pelo pior, promete retaliação e gerando incertezas – SAIBA MAIS
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Brasília, 15 de junho de 2025
Em meio aos escombros de um prédio destruído por um míssil iraniano em Bat Yam, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu parecia carregar o peso de um conflito que se aprofunda.
Sete mortos, mais de cem feridos e três desaparecidos — números que não capturam o horror vivido naquela madrugada.
Suas palavras, neste domingo (15/jun), embora duras, revelavam uma tensão subjacente: a de um líder que sabe que o pior pode estar por vir.
“O Irã pagará um preço muito alto pelo assassinato de civis — mulheres e crianças — que cometeu deliberadamente”, disse Netanyahu, segundo o Times Of Israel, em um tom que misturava raiva e apreensão.
A promessa de uma resposta “esmagadora” soava mais como um alerta do que uma garantia, deixando no ar a pergunta: até onde essa guerra pode ir?
Enquanto caminhava entre os destroços, o premiê israelense fez uma reflexão sombria: “Pensem no que aconteceria se o Irã tivesse uma arma nuclear para lançar sobre as cidades israelenses… Isso representa uma ameaça existencial”.
Suas palavras, embora destinadas a unir o país, também ecoavam um medo palpável — o de que o ataque em Bat Yam fosse apenas um prelúdio de algo pior.
Netanyahu não mencionou inicialmente Tamra, a cidade árabe onde quatro pessoas morreram no mesmo ataque. Só horas depois, em um vídeo carregado de emoção, condenou os que celebraram a tragédia ali:
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“Quatro dos nossos cidadãos foram mortos em Tamra e ouvi gritos de alegria. Rejeito isso com repulsa.“, disse.
Sua fala, porém, veio tarde, e o silêncio inicial alimentou dúvidas sobre a coesão do país em meio à crise.
Enquanto isso, o presidente Isaac Herzog enfatizava que os mísseis iranianos não escolhem suas vítimas: “Neste ataque brutal, nossos irmãos e irmãs — judeus e árabes, crianças e adultos — foram mortos sem distinção“.
Mas a realidade no terreno era mais complexa. Em Tamra, a falta de abrigos públicos — um problema crônico em cidades árabes — deixara famílias expostas.
O parlamentar Ayman Odeh não poupou críticas: “O Estado ainda distingue sangue de sangue”.
Netanyahu, pressionado, tentou acalmar os ânimos: “Somos irmãos. Estamos juntos nesta batalha.”
Mas suas próprias promessas de guerra total contra o Irã, somadas à escalada sem precedentes, deixavam uma pergunta pairando no ar: será que Israel está preparado para o que vem a seguir?
Enquanto as equipes de resgate continuavam a buscar sobreviventes em Bat Yam, o premiê encerrou sua fala com um apelo quase desesperado: “Protejam suas almas, protejam seus corpos, protejam suas vidas — e juntos, com a ajuda de Deus, venceremos“.
Era um chamado à resistência, mas também um reconhecimento tácito — o de que, para Netanyahu, o pior talvez ainda esteja por vir.












