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Netanyahu enviou carros de som a Gaza para transmitir sua fala na ONU

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    Benjamin Netanyahu
    Benjamin Netanyahu discursa na 80ª Assembleia Geral da ONU |26.9.2025 | Um carro com alto-falantes em Gaza | Sobreposição de imagens reprodução


    Iniciativa visou transmitir mensagem a reféns e população palestina em meio a críticas globais e tensão no Oriente Médio



    Brasília, 26 de setembro de 2025

    O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ordenou que o Exército de Defesa de Israel (IDF) utilizasse caminhões equipados com alto-falantes gigantes para transmitir seu discurso na Assembleia Geral da ONU diretamente para a Faixa de Gaza.

    A ação, confirmada nesta sexta-feira (26/set), visou alcançar não apenas os residentes locais, mas especialmente os reféns israelenses ainda mantidos em cativeiro pelo Hamas, em um esforço descrito pelo governo como “diplomacia pública“.

    No entanto, a medida gerou polêmica imediata, com relatos de que os equipamentos foram posicionados tanto na fronteira quanto dentro do território gazano, interrompendo operações militares e expondo soldados a riscos.

    De acordo com o Times of Israel, o Escritório do Primeiro-Ministro instruiu o IDF a dispersar os caminhões de som ao longo da fronteira com Gaza, com o objetivo de que os palestinos pudessem ouvir as palavras de Netanyahu ao vivo.

    Estamos cercando Gaza com alto-falantes massivos conectados a este microfone na esperança de que nossos queridos reféns ouçam minha mensagem“, declarou o premier durante o discurso, em um momento que misturou apelo humanitário e retórica beligerante.

    O jornal israelense Haaretz revelou que, apesar das garantias oficiais de que os equipamentos ficariam apenas do lado israelense para evitar perigos aos militares, o IDF confirmou a instalação de sistemas sonoros em posições fortificadas dentro da Faixa de Gaza, como no bairro de Sabra e na costa, totalizando oito unidades ativas.

    A transmissão ocorreu em meio a um discurso marcado por tons desafiadores na ONU, em Nova York. Netanyahu condenou o que chamou de “reconhecimento vergonhoso” a um Estado Palestino por nações ocidentais recentes, como França, Bélgica, Portugal, Reino Unido e outras, argumentando que isso recompensaria os “fanáticos” do Hamas pelo ataque de 7 de outubro de 2023.

    Ele reiterou que Israel deve terminar o trabalho em Gaza o mais rápido possível, negando acusações de genocídio e prometendo a eliminação total da ameaça terrorista.

    Durante a fala, dezenas de delegados, incluindo de países árabes e latino-americanos, abandonaram a sala em protesto, enquanto famílias de reféns demonstravam do lado de fora, exigindo um acordo de cessar-fogo.

    A CNN reportou que o Escritório de Netanyahu coordenou a ação com “órgãos civis e o IDF“, mas um reservista anônimo, citado pelo canal i24 News, descreveu a missão como uma surpresa:

    Fomos acordados de manhã para escoltar caminhões com alto-falantes. Não sabíamos o motivo real, só nos disseram que era para se aproximar o máximo possível dos civis.”

    Já o Ynet News destacou a resistência interna no IDF, com oficiais descrevendo a operação como “guerra psicológica“, e um general do Comando Sul, Yaniv Asor, ordenando a paralisação temporária de atividades no norte de Gaza para a instalação dos equipamentos.

    Não há relatos confirmados de que a maioria da população gazana tenha ouvido o discurso, dada a distância das zonas de transmissão e o caos da guerra, que já causou mais de 65 mil mortes e deslocou milhões, segundo estimativas da ONU.

    A controvérsia se intensificou com críticas de opositores israelenses, como o líder Yair Lapid, que tuitou:

    “O que precisamos é colocar alto-falantes na ONU para que Netanyahu finalmente ouça os gritos dos reféns.”

    Do lado palestino, fontes como o assessor de imprensa do Hamas, Taher al-Nunu, classificaram a ação como “manifestação do isolamento de Israel e das consequências de sua guerra de extermínio“.

    A BBC e o The Guardian noticiaram que, além dos alto-falantes, houve alegações infundadas de que o IDF tentaria hackear celulares em Gaza para transmitir o áudio, mas jornalistas no local não viram evidências disso.

    Essa iniciativa ocorre em um contexto de crescente isolamento internacional para Netanyahu, que enfrenta um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade e uma investigação da Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre alegações de genocídio em Gaza, movida pela África do Sul.

    O premier deve se reunir na próxima semana com o presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu bloquear qualquer anexação da Cisjordânia ocupada.

    Enquanto isso, líderes como o presidente palestino Mahmoud Abbas reiteraram, em discurso na ONU, a rejeição a um papel futuro para o Hamas em Gaza e a demanda por desarmamento e reconhecimento estatal.

    A transmissão dos alto-falantes representa um capítulo peculiar na escalada de tensões no Oriente Médio, misturando propaganda, apelos humanitários e estratégia militar em um conflito que não mostra sinais de abrandamento.

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