A vereadora paulistana Luna, neta do ex-deputado Federal Ricardo Zarattini, se diz emocionada e conta detalhes “do que tem por trás” da imprensa “passar o dia todo” de ontem criticando a decisão contra a “veiculação de mentiras“
A vereadora paulistana Luna Zarattini (PT), Presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo, disse estar “muito emocionada com essa decisão do STF que responsabiliza os jornais pela veiculação de mentiras“.
Em seu perfil na rede social ‘X‘, Zarattini avaliou os motivos que levaram a imprensa a ficar “o dia todo criticando“, nesta quinta-feira (30/11), a aprovação, pelo Supremo Tribunal Federal, da tese jurídica que estabelece critérios que permitem responsabilizar veículos de comunicação por declarações de entrevistados que atribuam falsamente crimes a terceiros.
Pela decisão, a empresa jornalística poderá ser responsabilizada em dois casos: se ficar comprovado que, quando a informação foi divulgada, havia indícios concretos da falsidade da acusação; e caso se confirme que o veículo descumpriu o dever de verificar a veracidade dos fatos.
A vereadora partidária do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse na plataforma, que “em 1966, a Ditadura Militar e a imprensa acusaram” seu “avô de ter praticado o atentado a bomba no Aeroporto dos Guararapes, no Recife, o que se comprovou falso por diversas vezes“.
Segundo a camarista, “mesmo assim, o Diário de Pernambuco seguiu publicando matérias em que o delegado Wandenkolk Wanderley seguia o acusando. Isso mesmo após o fim da Ditadura, não importava o que meu avô fizesse para comprovar o quanto aquela acusação era absurda“.
“Essas notícias falsas perseguiram meu avô até o final de sua vida, e perseguem também muitas outras pessoas, especialmente em situação de maior vulnerabilidade”, escreve Luna Zarattini.
“Quantas não são as vezes em que vemos a imprensa dar a versão da polícia, acusando pessoas pretas e periféricas de diversos crimes, quando na verdade as acusações se mostram falsas depois?“, questiona a vereadora.
“O jornalismo deveria investigar a veracidade dos fatos, não apenas ficar veiculando versões infundadas, sem nenhum trabalho de esclarecimento. Esse jornalismo declaratório não tem nada de liberdade de expressão, é uma afronta direta à nossa democracia”, reclama.
“Hoje sinto meu avô mais perto. Mesmo ele não estando mais aqui, sua luta segue e conquista vitórias que deixam um legado importante para o povo brasileiro”, comenta a camarista, que postou, na sequência, uma foto dela com “Ricardo Zarattini, presente! Hoje e sempre”.




