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Nenhum político de direita defendeu a pauta Levante Mulheres Vivas

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    Mulher segura
    Mulher segura cartaz durante manifestação Levante Mulheres Vivas |7.12.2025| Reprodução/redes sociais

    Luta contra o feminicídio e pautas de gênero se tornaram campo quase exclusivo da esquerda no Brasil



    Brasília, 08 de dezembro 2025

    Os protestos nacionais do “Levante Mulheres Vivas“, realizados no domingo (7/dez), colocaram milhares nas ruas em mais de 20 estados, mas revelaram uma clivagem política nítida: a mobilização foi majoritariamente conduzida e participada por representantes da esquerda e do governo Lula, sem a presença visível de políticos identificados com a direita ou com o bolsonarismo.

    Enquanto a Avenida Paulista, em São Paulo, era palco deste ato, acontecia paralelamente um protesto “pró-anistia” de grupos alinhados à direita, ilustrando a polarização que marca o debate público no país.

    De acordo com coberturas da imprensa e monitoramento em redes sociais, não foram identificados parlamentares, figuras públicas ou movimentos conservadores participando do Levante Mulheres Vivas, focado em denunciar a onda de feminicídios e exigir políticas como a criminalização da misoginia.

    Quem Esteve nas Ruas Pela Vida das Mulheres?

    A composição dos atos foi amplamente formada por lideranças de esquerda, ministros, parlamentares e movimentos sociais históricos. Em Brasília, a presença foi massiva com seis ministras do governo federal, incluindo Anielle Franco (Igualdade Racial), Márcia Lopes (Desenvolvimento Social) e Esther Dweck (Gestão).

    A primeira-dama Janja Lula da Silva e o ministro do Esporte, André Fufuca, também marcaram presença.

    No epicentro paulistano, o ato contou com a força de ministros como Luiz Marinho (Trabalho) e Alexandre Padilha (Saúde), além do presidente nacional do PTEdinho Silva.

    Parlamentares de oposição ao governo anterior, como as deputadas federais Guilherme Boulos e Érika Hilton (ambos do PSOL), e Sâmia Bomfim (PSOL), estiveram na linha de frente, assim como a deputada estadual Monica Seixas (PT).

    A mobilização foi articulada por entidades como a Frente Brasil Popular e centrais sindicais, tradicionalmente ligadas à esquerda.

    Atos em outras cidades, como CuritibaPorto Alegre e Ipatinga, seguiram o mesmo perfil, com participação de vereadoras e ativistas locais de esquerda.

    O Contexto Histórico da Polarização em Torno das Pautas Feministas

    A ausência da direita neste levante específico não é um fenômeno isolado. Ela reflete uma divisão histórica e ideológica na forma como diferentes espectros políticos abordam as questões de gênero no Brasil.

    Nos últimos anos, pautas como o combate à violência doméstica, a legalização do aborto e os direitos LGBTQIA+ foram amplamente abraçadas por partidos de esquerda e centro-esquerda, enquanto setores conservadores, muitas vezes ligados a bancadas religiosas, posicionam-se de forma crítica ou defensiva de “valores familiares tradicionais“.

    O governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) foi marcado por uma retórica que minimizou denúncias de violência de gênero e por cortes em políticas para mulheres.

    Esse legado parece ter aprofundado a identificação dos movimentos feministas com a oposição a ele, que hoje se articula em torno do governo Lula.

    feminicídio, crime hediondo desde 2015, tornou-se um ponto de união para a esquerda, que o vincula a uma crítica estrutural sobre machismo e desigualdade.

    O protesto paralelo na Paulista por “anistia”, visto como uma bandeira de apoiadores de Bolsonaro, ocorreu no mesmo espaço físico, mas em horários e dinâmicas separadas, simbolizando as “duas Bolsas” que coexistem na principal via de manifestações do país.

    que o Levante de 2025 Sinaliza para o Futuro?

    Levante Mulheres Vivas conseguiu seu objetivo imediato: pautar na mídia e na sociedade a urgência de combater a violência misógina. No entanto, também evidenciou que, sem um diálogo que atravesse a divisão política, a construção de um pacto nacional efetivo contra o feminicídio permanece um desafio.

    A pauta, de interesse público e humanitário, ainda carece de uma adesão suprapartidária ampla.

    A esquerda mobiliza suas bases e ocupa as ruas com essa bandeira, mas a direita brasileira parece ainda em processo de formular uma resposta ou uma abordagem própria que não seja meramente reativa.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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    1 comentário em “Nenhum político de direita defendeu a pauta Levante Mulheres Vivas”

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