Ministro da Fazenda defende a modalidade como moeda digital soberana e nacional, destacando importância global e resistência contra pressões de privatização, enquanto explica impacto na inclusão financeira e na modernidade tecnológica
Brasília, 08 de agosto de 2025
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou a posição do governo brasileiro em manter o Pix como uma moeda digital soberana, desenvolvida nacionalmente pelo Banco Central do Brasil.
Durante discurso, Haddad destacou que o Pix, lançado em 2020, não apenas representa a primeira moeda digital soberana do mundo, mas também está ganhando atenção internacional, sendo adotado em países como Argentina e França.
Ele enfatizou que a tecnologia, criada há anos pelo Banco Central, oferece transações instantâneas e gratuitas, beneficiando milhões de brasileiros e promovendo a inclusão financeira, especialmente para aqueles que nunca haviam passado por uma agência bancária.
Haddad foi categórico ao descartar qualquer possibilidade de privatização do Pix, argumentando que ceder às pressões de multinacionais seria um retrocesso.
Ele apontou que o sistema, amplamente utilizado por 93% da população adulta brasileira e responsável por 47% das transações financeiras no país em 2024, não tem custo para os cidadãos e é uma ferramenta crucial para a modernidade e o bem-estar social.
O ministro criticou tecnologias anteriores, como cartões de crédito, que geraram lucros por décadas para empresas estrangeiras, enquanto o Pix oferece uma alternativa gratuita e eficiente, desenvolvida inteiramente no Brasil.
A resistência de Haddad à privatização do Pix também reflete preocupações com a soberania tecnológica brasileira.
Ele mencionou que o sistema, apesar de incomodar algumas multinacionais devido à sua eficiência e custo zero, está sendo aceito globalmente, inclusive em negociações bilaterais, como a considerada entre Brasil e Itália em 2024.
Haddad alertou que privatizar o Pix seria imaginar ceder a pressões externas, algo que, para ele, está “completamente fora de cogitação“.
Essa postura reforça a visão de que o Pix não é apenas um meio de pagamento, mas um símbolo de independência tecnológica e econômica.
Por fim, o ministro destacou que o Pix transcende sua função inicial de facilitar transações, tornando-se uma moeda digital no “sentido pleno da palavra“, superior até mesmo ao uso de papel-moeda.
Ele argumentou que o sistema bancariza milhões de pessoas, promove a modernidade e resiste a influências externas, consolidando-se como um ativo estratégico para o Brasil.
Enquanto isso, estudos recentes mostram que a adoção do Pix é impulsionada por sua percepção de valor e facilidade de uso, reforçando sua relevância tanto no Brasil quanto no cenário internacional.
Haddad deixa claro: o Pix é, e continuará sendo, uma conquista brasileira.
É O Haddad REAFIRMANDO Que O PIX É A NOSSA MOEDA DIGITAL SOBERANA, Elogiada Mundo Afora.
— Sérgio A J Barretto (@SergioAJBarrett) August 8, 2025
Mas "NEM SONHANDO" Vão Tirá-La Do Brasil
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