Nem a FOLHA crê em Moro

07/08/2020 2 Por Redação Urbs Magna
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Editorial do jornal dá sinais de suspeição à vista e anulação dos processos de Lula: “(…) acumulam-se evidências de erros de procedimento cometidos pelo ex-juiz”

O jornal Folha de São Paulo, em publicação nas últimas horas desta quinta (7), aponta para um Sérgio Moro desacreditado, que teria traído a confiança da Justiça, e coloca sua hipotética suspeição ‘na mesa’, o que levaria às conseguintes anulações dos processos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O editorial do grupo faz menção à decisão da segunda turma do STF, que deu vitória a Lula, conduzindo o leitor à observação dos seguintes fatos: que Sergio Moro realmente manipulou e influenciou a campanha presidencial de 2018 e que os ministros da Corte, em sua demonstração de justiça, deram ao ex-presidente o que ele merece por direito.

Os magistrados do Supremo, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, determinaram que a delação de Palocci deve ser excluída da ação em que Lula é acusado de receber terreno da Odebrecht para construção do Instituto.

“[A demora em incluir as declarações de Palocci nos autos] parece ter sido cuidadosamente planejada pelo magistrado para gerar verdadeiro fato político na semana que antecedia o primeiro turno das eleições presidenciais de 2018“, observou Mendes em sua decisão.

A exposição feita pela Folha de São Paulo demonstra que ela é partidária que a Justiça seja feita para Lula e que seu algoz, Sergio Moro, deve pagar por seus erros, apontados em um cuidadoso texto no qual o grupo se posiciona claramente com alerta de dúvida sobre as acusações contra o ex-presidente feitas pelo ex-juiz que estaria se movimentando politicamente, e com suspeição, em direção ao futuro governo:

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Pouco menos de um mês antes de aceitar o convite para fazer parte do governo Jair Bolsonaro, o então juiz federal Sergio Moro decidiu incluir a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci nos autos do processo que apura se a empresa Odebrecht doou, em troca de favores, um terreno para a construção do Instituto Lula.

A medida, acompanhada do fim do sigilo sobre o caso, ocorreu a seis dias do primeiro turno do pleito presidencial de 2018, no qual Bolsonaro tinha como principal adversário o candidato do PT, Fernando Haddad —que evocava o apoio e a memória de Luiz Inácio Lula da Silva como trunfos de campanha.

Note-se que já decorriam, na ocasião, três meses desde a homologação do acordo judicial que permitiu a Palocci depor sobre supostos ilícitos cometidos pelo ex-presidente e outros expoentes petistas”.

A divulgação do depoimento de Palocci serviria a apoiadores de Bolsonaro como munição contra o rival —à época preso, condenado por corrupção em outro processo“.
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Trechos do Editorial da Folha de São Paulo

(…) acumulam-se evidências de erros de procedimento cometidos pelo ex-juiz“, diz ainda o Editorial, que pontua dizendo que a politização intencional de Sergio Moro “abalou sua credibilidade” e, acrescentam os redatores, a Lava Jato “cometeu excessos, impropriedades e desvios que cobram seu preço e não podem ser ignorados sob pena de estimular uma índole justiceira que ofende os princípios basilares da Justiça num Estado de Direito“.

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