NASALFERÓN, as gotas nasais de CUBA para enfrentar o Coronavírus

13/01/2021 1 Por Adriana Farias

A droga que impede que o SARS-CoV-2 se replique já é usada massivamente pelo povo da ilha caribenha

Crédito da imagem: EFE

Cuba passou a usar massivamente um colírio desenvolvido naquele país para enfrentar o coronavírus. A droga é chamada de Nasalferón e é um imunoprotetor que impede a replicação do SARS-CoV-2, o vírus que causa o covid-19. É o que mostra o jornal argentino Página 12.

As gotas nasais cubanas foram feitas pelo Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB) de Havana. Desde a última quinta-feira, são fornecidos aos cubanos que chegam do exterior e seus coabitantes em Boyeros e Diez de Octubre, dois dos municípios com maior densidade populacional em Havana. As autoridades sanitárias cubanas esperam expandir gradualmente seu fornecimento para toda a cidade, onde vivem cerca de dois milhões de pessoas.

A base do Nasalferón

A diretora de Ciência e Inovação Tecnológica do Ministério de Saúde Pública de Cuba, Ileana Morales, explicou para a imprensa que o Nasalferón é baseado em um interferon fabricado em Cuba. Este medicamento tem sido utilizado com 93% de eficácia no pessoal médico que trabalha na chamada Zona Vermelha dos hospitais onde se internam os infectados.


Os cientistas explicam que a droga modifica o número de colônias de vírus presentes no corpo, além de fortalecer o sistema imunológico e garantir que a pessoa infectada não desenvolva sintomas graves.
Por ser usado por via nasal, tem a vantagem de impactar diretamente na área do corpo onde se concentra a maior quantidade de vírus, alterando rapidamente sua reprodução.

TESTES COM NASALFERÓN

Fontes oficiais especificaram que até agosto passado o medicamento foi fornecido a mais de 17.000 profissionais de saúde. Também foi recebido por cerca de mil pessoas consideradas vulneráveis ​​por serem idosas ou terem estado em exposição direta ao covid-19.

O Nasalferón foi usado experimentalmente na província cubana de Ciego de Avila. Após os testes, o pesquisador do CIGB, Hugo Nodarse, considerou que “o efeito preventivo tem projeção de longo prazo” e ressaltou que não apresenta “efeitos colaterais adversos muito grandes”.

OUTRAS MEDIDAS ADOTADAS POR CUBA

Cuba está atualmente desenvolvendo, além disso, quatro vacinas contra o coronavírus. Os empreendimentos estão em diferentes fases de ensaios clínicos para cumprir a intenção do governo de imunizar toda a população este ano.

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