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A morte do influenciador trumpista instrumentalizada pela extrema direita

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    O ex-presidente
    O ex-presidente condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de estado, Jair Bolsonaro (esquerda), participou de evento com o ativista de extrema- direita assassinado recentemente, Charlie Kirk (direita), em fevereiro de 2023 / Getty Images


    Caso Charlie Kirk, figura influente na direita norte-americana, revelou a extensão de conexões globais



    Brasília, 14 de setembro de 2025

    A extrema-direita global parece estar em meio a uma reorientação estratégica, com o objetivo de redefinir sua imagem pública.

    A tática, que vem sendo observada por analistas políticos, consiste em se apresentar como o grupo do bom senso e o único polo de moderação, enquanto acusa adversários de radicalismo.

    Essa análise foi destacada pelo jornalista Jamil Chade em uma recente participação no programa do ICL Notícias. Segundo Chade, a jogada é uma tentativa de inverter a percepção popular e política.

    “Essa é a tentativa de nova narrativa agora da da da extrema-direita, dizendo que bom, na verdade, nós somos os razoáveis, os moderados, aqueles que prezam pela estabilidade, pela paz, pelo diálogo, são os outros que não querem isso.”

    Essa estratégia busca não apenas legitimar suas próprias pautas, mas também desqualificar a oposição, rotulando-a de extremista.

    O Caso de Charlie Kirk e a Articulação Global

    A morte recente de Charlie Kirk, figura influente na direita norte-americana, revelou a extensão dessas conexões globais.

    Chade observa a reação de políticos brasileiros, como a senadora Damares Alves, que expressaram publicamente seu lamento, o que ele interpreta como um indicativo das ligações reais entre grupos de extrema-direita em diferentes países.

    A solidariedade e o luto demonstrados por figuras políticas de Brasília a um ativista dos Estados Unidos sublinham uma rede de apoio e ideias que transcende fronteiras.

    Essa interconexão se manifesta não apenas em manifestações de pesar, mas também na troca de estratégias e na adoção de narrativas semelhantes.

    A consolidação de uma agenda global, que une líderes e ativistas de diversos países sob o mesmo estandarte de “moderação“, representa um desafio para a política tradicional e para a imprensa, que precisam decifrar e expor essas novas táticas de comunicação.

    O Papel da Imprensa e a Desinformação

    O novo posicionamento da extrema-direita coloca a imprensa em uma posição crucial.

    A necessidade de verificar e contextualizar as informações se torna ainda mais vital, especialmente quando há uma tentativa deliberada de manipular a percepção pública.

    A análise de Jamil Chade reforça a importância de um jornalismo atento, capaz de identificar e desmascarar as estratégias de desinformação.

    Morte de Charlie Kirk repercutiu no Brasil e expôs aliança com Bolsonaro

    A morte do influente ativista conservador americano repercutiu fortemente entre políticos conservadores brasileiros, como o deputado Eduardo Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas, que lamentaram a perda e atribuíram o atentado ao ódio e à intolerância contra os valores conservadores que Kirk defendia, como o amor a Deus, à família e à liberdade.

    Kirk era uma figura proeminente nos EUA, líder do grupo Turning Point USA, aliado de Donald Trump e um grande apoiador de Jair Bolsonaro.

    Eles tiveram contato próximo durante a estadia do ex-presidente brasileiro nos EUA no início de 2023, quando Bolsonaro participou de um evento e concedeu uma entrevista ao podcast de Kirk (foto).

    Na ocasião, ambos defenderam veementemente o direito ao porte de armas e criticaram o tratamento do Judiciário brasileiro a Bolsonaro, especialmente após os eventos de 8 de janeiro.

    A relação entre os dois se estendeu a apoio político direto. Em março deste ano, Kirk usou seu programa de rádio para pedir ao governo Trump que impusesse sanções e tarifas contra o Brasil em retaliação ao que chamou de “lawfare” contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.

    Em julho, o governo americano atendeu parcialmente ao apelo, anunciando sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e tarifas contra produtos brasileiros.

    O atentado que vitimou Kirk ocorreu justamente durante uma discussão sobre violência com armas de fogo, um dos temas que ele e Bolsonaro defendiam em conjunto.



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    1 comentário em “A morte do influenciador trumpista instrumentalizada pela extrema direita”

    1. Heitor Soares Correia

      Eu pergunto: o que de bom essa pessoa fez para nós brasileiros e aos estadunidenses?
      Morreu com o próprio veneno que defendia com unhas e dentes: tiro de arma de fogo.

    Os comentários estão fechados.

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