Nas redes sociais, mulher desiste do “mito” ao perceber sua guerra contra a Lei que ele sempre apoiou “para um Brasil melhor” – Bolsonaro chegou ao ponto de querer revogar a legislação, caso não ocorra a mudança da Ficha Limpa de modo que ele possa disputar 2026 – ASSISTA E SAIBA MAIS
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O ex-presidente inelegível até 2030 e três vezes indiciado pela PF (Polícia Federal), Jair Bolsonaro (PL), que nos próximos dias deve ser denunciado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, iniciou “campanha para recuperar seus direitos políticos” e “declarou guerra à lei da Ficha Limpa“, disse o Estadão.
Segundo texto de Francisco Leali, o inelegível “foi para as redes sociais, seu palco predileto, para demonizar a legislação”. O jornalista acrescenta que, para Bolsonaro, “de duas uma: ou revoga-se a legislação ou muda-se o texto para reduzir o prazo em que o sujeito punido fica impedido de disputar uma eleição“.
Paralelamente, perfis que se dizem agora ex-seguidores descobrem, nas redes sociais, os interesses escusos de seu “mito dos mentecaptos“, como ficou famoso entre progressistas, e o abandonam, como é o caso da jovem, no vídeo a seguir, que explica que querer “acabar” com a Filha Limpa é a gota d’água, conforme ela expressa como motivo de sua “desistência” do bolsonarismo:
Segundo a informação do jornalão, Bolsonaro alegou que a Ficha Limpa só pune a direita e acabou sendo contestado pela comunidade de usuários (vide o exemplo acima). Isso porque a lei já serviu para impedir o atual Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de disputar a eleição de 2018 por estar, na época, condenado em dupla instância judicial.
Bolsonaro quer que a inelegibilidade de 8 anos caia para apenas 2, de modo que consiga disputar a eleição presidencial de 2026. O PLP-141/2023 foi apresentado por uma leva de 73 deputados seguidores de seu “mito” e tem apenas três artigos e só trata disso: reduzir o prazo de punição de oito para dois anos “subsequentes à eleição” em que o político foi punido.
A justificativa do projeto fala de insegurança jurídica e pinça frases do atual presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, para justificar que é preciso mudar a lei, não importando que o ministro seja um adversário do bolsonarismo.
Barroso fez uma declaração, há mais de dois anos, durante sessão sobre uma ação do PDT quanto à Ficha Limpa, e a frase está reproduzida na justificativa do projeto que agora Bolsonaro abraça:
“A Lei da Ficha Limpa foi examinada pelo STF em 2012, logo depois da sua promulgação, e é razoável que o tribunal verifique, ao longo do tempo, se ela pode produzir resultados injustos ou incompatíveis com a Constituição Federal”.
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