Banqueiro preso por fraudes bilionárias no Banco Master sinaliza colaboração conjunta inédita que pode blindar investigações contra recursos futuros
Brasília (DF) · 19 de março de 2026
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tomou a iniciativa de propor ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), um modelo inédito de delação premiada que envolve simultaneamente a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
A reunião entre o novo advogado de Vorcaro e o ministro ocorreu na terça-feira (17/mar) e recebeu sinalização positiva, conforme revelou a CNN Brasil.
A proposta surge após Vorcaro trocar de defesa em sexta-feira (13/mar), logo depois de a Segunda Turma do STF formar maioria para manter sua prisão preventiva.
Saiu o criminalista Pierpaolo Bottini, crítico de acordos de colaboração, e entrou José Luís de Oliveira Lima, conhecido como Juca, especialista em delações premiadas que já atuou em casos de grande repercussão.
A mudança, noticiada pelo g1, é interpretada como estratégia para viabilizar a colaboração enquanto o banqueiro cumpre prisão na Penitenciária Federal em Brasília.
O formato conjunto com PF e PGR busca eliminar rivalidades históricas entre os órgãos e produzir um acordo robusto, menos vulnerável a questionamentos judiciais futuros.
A Agência Brasil confirma que Vorcaro manifestou disposição de colaborar “sem poupar ninguém”.
O inquérito, que apura fraudes bilionárias na Operação Compliance Zero, foi prorrogado por mais 60 dias a pedido da PF e com aval de Mendonça.
Especialistas veem no modelo uma oportunidade de fortalecer as apurações sobre esquemas que envolveram concessão de créditos falsos e tentativas de venda do Banco Master ao BRB.
A colaboração pode alcançar o “andar de cima” do sistema financeiro, promovendo maior accountability e reforçando as instituições democráticas.

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