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“Não podemos nos calar diante desse massacre interminável”, diz Lula após 90 mortos em Gaza

    O Ministério da Saúde de Gaza disse que pelo menos 38.584 palestinos foram mortos e outros 88.881 ficaram feridos na ofensiva militar de Israel desde 7 de outubro: “É estarrecedor que continuem punindo coletivamente o povo palestino“, disse o Presidente, neste domingo

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    O presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi às suas redes sociais neste domingo (14/7) comentar o “massacre interminável” de palestinos por forças israelenses na Faixa de Gaza, após mais 90 morrerem em Khan Younis, no sábado (13/7):

    “O governo de Israel segue sabotando o processo de paz e o cessar-fogo no Oriente Médio. O mais recente bombardeio promovido na Faixa de Gaza vitimando centenas de inocentes é inadmissível. “Agora com mais de 90 vítimas fatais e quase 300 feridos em tendas que abrigavam crianças, idosos, mulheres” , disse o estadista, em sua conta oficial na plataforma social de microblogging X.

    Veja abaixo e leia a sequência mais adiante:



    O ataque de sábado colocou as negociações de cessar-fogo em dúvida. Israel disse que o alvo foi o líder militar do Hamas, Mohammed Deif. Contudo, o membro do gabinete político do grupo, Izzat El-Reshiq, acusou o país liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de tentar atrapalhar os esforços dos mediadores árabes e dos Estados Unidos para chegar a um acordo de cessar-fogo, intensificando seus ataques no enclave.

    O Hamas negou que Deif tivesse sido morto e o grupo disse que as alegações israelenses tinham como objetivo justificar o ataque e as forças avançaram neste domingo em diversas áreas da Faixa de Gaza, onde vivem 2,3 milhões de pessoas, a maioria das quais foi deslocada pela guerra.

    O Ministério da Saúde de Gaza disse que pelo menos 38.584 palestinos foram mortos e outros 88.881 ficaram feridos na ofensiva militar de Israel desde 7 de outubro. O relatório acrescentou que 141 palestinos foram mortos por ataques militares israelenses na Faixa de Gaza no dia anterior, o maior número de mortos em um único dia em muitas semanas.

    O órgão não faz distinção entre combatentes e não combatentes, mas autoridades dizem que a maioria dos mortos durante a guerra eram civis. Israel diz que perdeu 326 soldados em Gaza e que pelo menos um terço das mortes palestinas são combatentes.

    A guerra começou após um ataque liderado pelo Hamas dentro de Israel em 7 de outubro, que matou 1.200 pessoas, a maioria civis, e fez cerca de 250 reféns em Gaza, de acordo com autoridades israelenses.

    No sábado, um grupo de pessoas protestou no noroeste da Inglaterra, em Manchester, pedindo o fim dos massacres de palestinos por Israel: “Parem de bombardear Gaza agora!”

    Assista abaixo e leia mais a seguir:



    Netanyahu disse que reuniria seu círculo próximo de ministros ainda neste domingo (14/7) para discutir as negociações, disse a Reuters.

    Por tudo isso, o Presidente Lula afirmou hoje que “é estarrecedor que continuem punindo coletivamente o povo palestino. Já são dezenas de milhares de mortos em seguidos ataques desde o ano passado, muitos deles em zonas humanitárias delimitadas que deveriam ser protegidas”, prosseguiu o chefe do Executivo, em uma longa mensagem na plataforma.

    “Nós, líderes políticos do mundo democrático, não podemos nos calar diante desse massacre interminável. O cessar-fogo e a paz na região precisam ser prioridades na agenda internacional. Todos os nossos esforços devem estar centrados na garantia da libertação dos reféns israelenses e no fim dos ataques à Faixa de Gaza“, pontuou o Presidente do Brasil.


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