‘Não houve disparos em massa’, diz ministro em voto decisivo contra cassação da chapa Bolsonaro-Mourão

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o vice-presidente da República Federativa, Hamilton Mourão, em foto de Valter Campanato, da Agência Brasil, e o ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral, na ocasião em que tomou posse para o segundo biênio como ministro substituto, em 18/12/2019, em foto dos arquivos da Corte | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

“Afirmar de modo peremptório de que houve disparos em massa com conteúdos inverídicos voltados a prejudicar adversários” “têm pouco respaldo no conjunto probatório das ações”, disse Carlos Bastide Horbach

 O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) formou maioria, nesta quinta-feira (28), contra a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão por abuso de poder político e econômico na eleição de 2018, em cuja sessão o voto decisivo foi dado pelo ministro Carlos Horbach, que resumidamente afirmou que ‘não houve disparos em massa’.

Não há elementos que corroborem. Não há gravidade. Se não é possível extrair dos votos todos esses aspectos – conteúdo da mensagem, repercussão desse conteúdo, abrangência da ação –, como afirmar de modo peremptório de que houve disparos em massa com conteúdos inverídicos voltados a prejudicar adversários. As afirmações têm pouco respaldo no conjunto probatório das ações, disse.

O julgamento começou na última terça-feira (26), quando os ministros Mauro Campbell e Sérgio Banhos votaram pelo arquivamento da ação, por falta de provas, seguindo o voto inicial do relator, Luís Felipe Salomão.

O ministro e corregedor concordou que houve uso indevido do WhatsApp, mas que não há provas de que os disparos em massa foram decisivos para desequilibrar o pleito.

Então, nesta quinta-feira (28), o ministro Edson Fachin também votou contra a cassação.

Apesar de afirmarem que o esquema ocorreu, Salomão e Campbell optaram por absolver a chapa. Já os ministros Banhos e Carlos Bastide Horbach não viram disparo de mensagens.

Moraes diz que quem espalhar fake news em 2018 será cassado e preso

O ministro Alexandre de Moraes divergiu do corregedo. De acordo com o magistrado, “todo mundo sabe o que ocorreu” nas eleições de 2018 e que “as milícias digitais são covardes presencialmente e muito corajosas virtualmente.

Ele afirmou, sobre a votação para a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão, que “houve disparo em massa” e que “há gabinete do ódio sim“.

Moraes acrescentou que “se houver repetição do que foi feito em 2018, o registro será cassado” e as pessoas “irão para a cadeia!

O país expõe sua indignação nas redes sociais

Nas redes sociais, os usuários usam a palavra “covardia” para definir a decisão dos ministros. Parlamentares de oposição ao governo têm o mesmo pensamento.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), por exemplo, tuitou sua indignação sobre a absolvição da chapa que ocorreu mesmo diante de “fartas provas de disparo em massa” e “uso de caixa 2. Para o professor, “é vergonhoso ver as instituições se acovardando dessa forma.

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