Ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma sofreu pressão de “adversários interessados em tumultuar a transição e criar dificuldades para o novo governo“
“O mercado nervoso espalha rumores, boatos, dá rasteira, infiltra olheiros, pressiona via mídia, faz o diabo. Não há Mantega que não se derreta nesse fogaréu todo“, afirmou a jornalista Hildegard Angel em seu perfil no Twitter, após o ex-ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma (2006-2014), Guido Mantega, comunicar em carta, nesta quinta-feira (17/11), sua renúncia ao trabalho como voluntário da equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Veja abaixo e leia mais a seguir:
A carta-renúncia foi publicada na Folha, que divulgou sua íntegra. O documento foi enviado ao vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB).
Mantega diz no texto que aceitou “com alegria” participar do grupo de transição, “na certeza de poder dar uma contribuição para a implantação do governo democrático do presidente Lula”, mas que, diante da pressão de adversários “interessados em tumultuar a transição e criar dificuldades para o novo governo”, preferia se afastar dos trabalhos.
“Em face de um procedimento administrativo do TCU, que me responsabilizou indevidamente, enquanto ministro da Fazenda, por praticar a suposta postergação de despesas no ano de 2014, as chamadas pedaladas fiscais, aceitei trabalhar na Equipe como colaborador não remunerado, sem cargo público, para não contrariar a decisão que me impedia de exercer funções públicas por 8 anos”, escreveu.
“Mesmo assim essa minha condição estava sendo explorada pelos adversários, interessados em tumultuar a transição e criar dificuldades para o novo governo. Diante disso, resolvi solicitar meu afastamento da Equipe de Transição, no aguardo de decisão judicial que irá suspender os atos do TCU que me afastaram da vida pública. Estou confiante de que a justiça vai reparar esse equívoco, que manchou minha reputação”, concluiu.

Nos sacos de batatas e cebolas do Brasil tem muuuita coisa podre.
A extrema-direita é asquerosa, mas o pobre-de-direita é ainda pior.
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