O ex-presidente Jair Bolsonaro abraça o primeiro-ministro da Hungria Viktor Orban, em Budapeste |17.2.2022| Foto: Akos Stiller/Bloomberg via Getty Images | Péter Magyar, do Partido de Centro-Direita Tisza, agita a bandeira da Hungria ainda durante campanha / Crédito: Le Soir | Ao fundo, a capital da Hungria, Budapeste
Hungria (HU) · 12 de abril de 2026
No domingo (12/abr), o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas urnas e parabenizou Péter Magyar, líder do partido Tisza, que conquistou a supermaioria de dois terços no Parlamento húngaro de 199 assentos.
Com 98,79% dos votos apurados, o Tisza obteve 53,65% dos votos e 138 mandatos, enquanto o Fidesz–KDNP ficou com 37,75% e 55 cadeiras, segundo dados consolidados pelo National Election Office e confirmados pela agência húngara MTI.
O resultado marca o fim de 16 anos de domínio do Fidesz e representa a maior virada política na Hungria desde a transição democrática de 1989.
O partido Tisza, fundado há dois anos por Péter Magyar — ex-aliado de Orbán que se tornou seu principal crítico —, não é de esquerda.
Trata-se de uma legenda de centro-direita pró-União Europeia que defende integração prática com Bruxelas, medidas anticorrupção e o fim da dependência energética russa até 2035, mantendo, porém, posições firmes contra cotas de imigração e entrada acelerada da Ucrânia no bloco.
Em discurso na praça Batthyány, em Budapeste, Magyar declarou “Juntos derrubamos o sistema Orbán e libertamos o país” e celebrou “o mandato mais forte da história da democracia húngara”, conforme registrado pela Euronews.
Já Orbán, em breve pronunciamento, admitiu “O resultado da eleição é doloroso para nós, mas claro” e prometeu atuar na oposição, segundo o portal húngaro HVG.
A participação recorde de 79,51% reflete o engajamento inédito da sociedade húngara.
A vitória do Tisza foi recebida com entusiasmo por líderes europeus. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que “o coração da Europa bate mais forte na Hungria hoje”.
O presidente francês Emmanuel Macron parabenizou Magyar por telefone, destacando “a vitória da participação democrática e dos valores da União Europeia”.
O chanceler alemão Friedrich Merz, o primeiro-ministro português Luís Montenegro, o premiê espanhol Pedro Sánchez, o premiê britânico Keir Starmer e o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy também enviaram mensagens de congratulações, todos destacando o fortalecimento da democracia europeia e a perspectiva de cooperação mais fluida.
A mudança deve destravar bilhões de euros em fundos europeus congelados e alterar a postura de Budapeste em relação à Ucrânia e à OTAN, temas centrais do debate húngaro.
Analistas europeus veem o pleito como um teste à resiliência das instituições democráticas diante de populismos de longa data.
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