Ordem no Itamaraty é ‘não dar corda’ para o ex-presidente no caso em que ele se escondeu por dois dias na embaixada, acarretando na convocação do diplomata húngaro
A estadia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na embaixada da Hungria após a apreensão de seu passaporte está sendo tratada como uma questão de Justiça pelo Itamaraty.
O governo brasileiro não quer transformar o episódio em uma crise diplomática, mas considera as explicações do embaixador húngaro, Miklós Halmai, insuficientes, informa o ‘g1‘.
No âmbito interno, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes deu prazo para Bolsonaro explicar a estadia, relacionada a uma operação da PF (Polícia Federal).
Como embaixadas são áreas invioláveis pelo direito internacional, Bolsonaro só poderia ser alcançado por agentes brasileiros com o consentimento do governo húngaro.
O diretor da PF analisará se Bolsonaro cometeu alguma violação.
A defesa de Bolsonaro confirmou que o ex-presidente ficou dois dias hospedado na embaixada da Hungria em Brasília, mas disse que foi “a convite” e que, durante esse período, ele manteve contatos com autoridades húngaras, atualizando os cenários políticos das duas nações.
