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“Não existe mandato à distância”, diz Hugo Motta sobre Eduardo Bolsonaro

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    O presidente
    O presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Ao fundo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro durante entrevista / Imagem reprodução/Redes sociais | Sobreposição de imagens


    Filho do ex-presidente réu no STF por tentativa de golpe de Estado pode ter mandato cassado na Câmara por atuação nos EUA, sugere presidente da Casa Legislativa da câmara baixa



    Brasília, 08 de agosto de 2025

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que não há previsão no regimento interno da Casa para que deputados exerçam seus mandatos fora do Brasil, colocando em xeque a situação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

    Desde março, Eduardo, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está nos Estados Unidos, onde tem articulado sanções contra autoridades brasileiras, como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

    A licença do parlamentar terminou em 20 de julho, e suas faltas começaram a ser contabilizadas, podendo levar à perda do mandato caso atinjam um terço das sessões anuais, conforme o regimento.

    Motta destacou que Eduardo fez uma “escolha política” ao permanecer no exterior, sabendo das consequências para seu cargo.

    Tensões Políticas e Ameaças de Sanções

    A atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA tem gerado controvérsias, especialmente por suas ameaças de que o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), poderiam ser alvos de sanções do governo americano, sob a Lei Magnitsky, caso não avancem pautas como a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 ou o impeachment de Alexandre de Moraes.

    A Lei Magnitsky, aplicada recentemente contra Moraes, prevê punições como proibição de entrada nos EUA e bloqueio de bens.

    Motta respondeu que seu papel exige equilíbrio e que seguirá o regimento, sem ceder a pressões.

    Ele também enfrenta críticas da oposição bolsonarista, que obstruiu o plenário da Câmara por mais de 30 horas, exigindo a votação de propostas alinhadas a Jair Bolsonaro.

    Consequências e Reações no Congresso

    A situação de Eduardo tem dividido o Congresso Nacional. Deputados da base do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como Lindbergh Farias (PT-RJ), acusam o parlamentar de trair a pátria ao articular sanções contra o Brasil, enquanto bolsonaristas defendem sua atuação como uma tentativa de proteger o pai, que está em prisão domiciliar.

    Propostas como a de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que sugere estender a licença de Eduardo por mais 120 dias, ou nomeá-lo para uma secretaria estadual, são discutidas para evitar a cassação.

    No entanto, Motta reiterou que não abrirá exceções, tratando todos os deputados equally.

    Ele também prometeu punições a parlamentares que obstruíram os trabalhos, como a deputada Julia Zanatta (PL-SC), que gerou polêmica ao levar sua filha de quatro meses ao plenário, ação criticada pelo deputado Reimont (PT-RJ).

    Futuro Incerto para Eduardo e Impactos Políticos

    O destino de Eduardo Bolsonaro depende agora de suas próximas ações: retornar ao Brasil ou enfrentar a cassação por abandono de mandato, que pode ocorrer até novembro de 2025, segundo o calendário da Câmara.

    A tensão entre Motta e a oposição bolsonarista reflete o embate entre a defesa da soberania nacional e as pressões externas articuladas por Eduardo junto ao governo de Donald Trump.

    Enquanto isso, o Congresso segue polarizado, com pautas como a anistia e o impeachment de Moraes no centro do debate, desafiando a harmonia entre os poderes defendida por Motta.



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