Diretor da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris está surpreso com a polêmica internacional e afirma que não se inspirou na Última Ceia, mas sim na mitologia grega e na festa pagã – LEIA, ASSISTA E ENTENDA
O diretor da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, Thomas Jolly, afirmou ao canal francês BFMTV que está surpreso com a polêmica internacional e afirma que não se inspirou na Última Ceia – pintura em que Jesus Cristo e os 12 Apóstolos são retratados pelo pintor Leonardo da Vinci, entre 1494 e 1498.
Jolly afirmou que se trata da mitologia grega e da festa pagã. O apresentador do programa o questionou sobre a cena causou grande reação, em que várias pessoas e entidades, inclusive a Igreja Católica, viram um “jantar” na coreografia e o associaram-no ao tema.
“Esta não foi minha inspiração“, respondeu Jolly. “Além disso, acho que ficou bastante claro. Dionísio que chega à mesa, Dionísio está presente. Por quê? Porque ele é principalmente o deus da festa na mitologia grega. E a cena se chama Festividades“, explicou.
“O deus do vinho, que é um dos orgulhos da França, e o pai de Sequana, que é a deusa ligada ao rio Sena“, prosseguiu.
“A ideia era mais fazer uma grande festa pagã ligada ao deus do Olimpo, olimpismo. E você nunca encontrará em mim, nem em meu trabalho, qualquer intenção de zombar ou menosprezar alguém“, garantiu o diretor.
“Eu quis fazer uma cerimônia que repara, que reconcilia, mas também reafirma valores que são os da nossa República. Liberdade, igualdade, fraternidade e absolutamente nenhuma intenção de zombar de alguém“.
Assista a seguir e leia o que ele disse na sequência.
@urbs.magna Não era Jesus, era Dionísio, deus do vinho, da alegria, pai de Sequana, ligada ao rio Sena, diz diretor da abertura dos Jogos Olímpicos de Paris
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Jully disse mais: “No entanto, se usarmos nosso trabalho para gerar divisão e ódio, então, e continuarmos a repetir, sabendo que, acredito, fizemos um pouco de paz uns com os outros, e constatamos que quando estamos juntos em todas as nossas diferenças, podemos fazer coisas grandiosas, belas e emocionantes. Seria muito lamentável“.

Última Ceia, de Leonardo da Vinci
No centro da polêmica estava a sequência intitulada “Festividade”, que mostrou várias figuras sentadas a uma mesa, incluindo duas drag queens de cada lado de uma DJ que usava uma espécie de coroa na cabeça.
