“Se imaginarmos um mundo sem o Hamas, palestinos são mortos, terras são roubadas. Mais de 5,2 mil palestinos estão em prisões de Israel“, diz Yara Eid, que também é ativista dos Direitos Humanos – ASSISTA
A apresentadora da Sky News fica desconcertada com a resposta de uma palestina da Cisjordânia, que reconhece a retórica tendenciosa dos principais meios de comunicação.
— Flávio Costa (@flaviocostaf) October 22, 2023
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Uma matéria na ‘Time‘ argumenta sobre a dificuldade de se ouvir as vozes dos palestinos que vivem na Faixa de Gaza devido ao corte de energia. Mas também se deve às pressões das mídias e dos governos aliados de Israel no sentido de prestar apoio ao país desde que o grupo terrorista Hamas cometeu uma de suas maiores atrocidades da história.
Antes do conflito, este território palestino, espremido entre a costa oriental do Mar Mediterrâneo, o Egito e Israel, tinha uma população aproximada de 2,2 milhões de pessoas em uma área equivalente a um quarto da cidade de São Paulo.
Gaza foi capturada por Israel durante a guerra de 1967. Antes era ocupada pelo Egito. Depois disso, as tropas israelenses somente foram retiradas da Faixa de Gaza, juntamente com cerca de 7 mil colonos, no ano de 2005. Dois anos depois, em 2007, ficou sob o controle do grupo Hamas, que expulsou as forças leais à Autoridade Palestiniana, que governavam a região.
Na sequência, Israel e Egito restringiram a circulação de mercadorias e pessoas dentro e fora de Gaza alegando que o seu bloqueio é necessário por razões de segurança e o Hamas travou várias guerras, disparando ou permitindo a outros grupos extremistas o disparo de milhares de foguetes contra Israel.
No atual conflito, as autoridades de Israel cortaram o combustível e a eletricidade tornando difícil para os residentes manter os seus dispositivos eletrônicos carregados, e muito menos chegar ao mundo exterior via internet.
As reportagens que saem da Faixa de Gaza vêm em grande parte de repórteres palestinos. De acordo com texto da ‘Time‘, é o caso de Noor Harazeen, que, por ser palestina, tenta “ser o mais profissional possível para que ninguém possa dizer” que está “espalhando mentiras“. Ela acrescenta: “Tento ao máximo conter as lágrimas, mas em alguns casos não consigo”.
O médico palestiniano britânico Ghassan Abu-Sittah, que trabalha em Gaza, diz que “o sistema de saúde tinha 2,5 mil camas quando a guerra começou e agora tem 12,5 mil feridos”. Segundo ele, já se estava “de joelhos” como resultado de um bloqueio de 16 anos, imposto por Israel e pelo Egito, que restringiu severamente o movimento de mercadorias e pessoas dentro e fora da Faixa, metade dos quais 2 milhões de residentes são crianças.
Apesar da ordem militar israelita, no final de 12 de Outubro, para que os 1,1 milhões de palestinianos residentes no norte de Gaza fugissem para o sul, que a ONU qualificou como “uma evacuação em massa impossível“, pois traria “consequências humanitárias devastadoras“, não existem refúgios seguros em Gaza . À medida que centenas de milhares de pessoas fugiram para cidades do sul, como Khan Younis e Rafah, seguiram-se ataques aéreos israelitas.
Muitos palestinos em Gaza se sentiam sozinhos e traídos. Sobre o tema, o professor da Universidade de Alberta, no Canadá, diz: “Se você disser a qualquer palestino ‘Conte sua história agora’, até mesmo a mim mesmo, eles dirão: ‘Cale a boca, ninguém se importa”. Ele acrescenta que “temos enviado as histórias. O problema não está na história. O problema está na mídia ocidental e nos políticos ocidentais que optaram por permanecer em silêncio”.
Apesar disso, uma estudante de Gaza, Tala Herzallah, de 21 anos, diz: “Espero que continuemos vivos, não porque quero a vida, mas porque quero contar as nossas histórias, as histórias do nosso povo”.

Enquanto o povo acreditar que Israel é um povo santo, protegido por Deus e que tem direito a fazer o que quiser naquela região, as guerras contra os Palestinos continuarão.
O povo tem que entender que esses dois povos teem e precisam coabitar aquela região de maneira pacífica.
Nenhum deles rem mais lrestigio que o outro e que a guerra dels não é santa e sim por disputa de território que Isrsel acha ser dono de tudo!!!
Não há guerra santa em lugar algum do planeta. O que há é o egoísmo dos líderes que querem aumentar seus territórios!!!
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