O ex-presidente também tenta afastar seu nome do terrorista George Washington, preso por planejar destruir com bomba um caminhão de combustível em aeroporto, e diz que pode virar garoto propaganda nos EUA
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou se distanciar do terrorista George Washington, que foi preso após planejar um atentado que visava explodir um caminhão de combustível no aeroporto de Brasília.
O caso ocorreu antes da posse do hoje novamente Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Bolsonaro disse à Mônica Bergamo, da ‘Folha de S. Paulo‘: “Aquele é um imbecil. Ninguém apoia um negócio daqueles. Ninguém apoia entrar lá para depredar patrimônio público“, afirmou.
“No Brasil o golpe foi de senhorinhas com uma Bíblia debaixo do braço. De senhorzinhos com a bandeira do Brasil nas costas“, acrescentou.
Mais adiante, Bolsonaro usou a tática da extrema direita, a de propagar informações falsas. Neste caso, dizendo que os ataques teriam sido feitos por supostos infiltrados do PT.
O ex-presidente também argumentou sobre sua provável inelegibilidade: “Eu não vou me desesperar. O que que eu posso fazer?” Ele negou que Michelle Bolsonaro possa tentar concorrer para suceder o governo Lula III:
“O que eu converso com a Michelle é que ela não tem experiência. Para ser prefeito de cidade pequena já não é fácil. Lidar com 594 parlamentares não é fácil também. Eu acredito que ela não tem experiência para isso“, afirmou.
Sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse: “Teria que conversar com ele!, disse, desviando o assunto para uma suposta ‘carta na manga’:
“Eu tenho a bala de prata, mas não vou te dizer, para você não ficar perturbando, no bom sentido. Eu tenho a bala de prata, mas não vou revelar“, afirmou, de forma característica.
“Eu tenho um convite para trabalhar nos Estados Unidos. Lá vivem, eu calculo, 1.4 milhões de brasileiros. Não sei o número exato. Fui convidado para ser garoto propaganda lá. De venda de imóveis“, afirmou.
Inelegibilidade
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) retoma nesta terça-feira (27/6) o julgamento da ação que pode tornar Bolsonaro inelegível.
A análise começa com o voto do relator, ministro Benedito Gonçalves, em que o ex-presidente e o seu candidato a vice-presidente, Walter Braga Netto, são acusados de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Em julho de 2022, em meio à disputa presidencial, Bolsonaro reuniu embaixadores de países estrangeiros para fazer ataques sem fundamento ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas.
Para isso, usou a estrutura pública – o Palácio da Alvorada e a TV Brasil, além de redes sociais – e repetiu teses sobre o tema já desmentidas anteriormente.
