
FAIXA DE GAZA 17.5.2025 – Palestinos choram ao ver que familiares e amigos estão sob as edificações recém bombardeadas por Israel – Imagem reprodução
Bombardeios em Jabalia deixam rastro de destruição e centenas de feridos, denuncia Ministério da Saúde – SAIBA MAIS
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Ramalá, 17 de maio de 2025
Em um dos episódios mais letais dos recentes conflitos na Faixa de Gaza, pelo menos 153 pessoas foram mortas e 459 ficaram feridas nas últimas 24 horas devido a intensos ataques aéreos israelenses, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
A ofensiva teve como principal alvo uma área residencial densamente povoada no campo de refugiados de Jabalia, no norte do enclave, onde os bombardeios destruíram casas e sepultaram vítimas sob os escombros.
Sete corpos foram recuperados em meio aos destroços, conforme relatado pelo ministério, enquanto equipes de resgate enfrentam dificuldades para acessar áreas devastadas devido à continuidade dos ataques.
A agência de notícias Wafa informou que os bombardeios em Jabalia incluíram ataques aéreos contra residências e infraestruturas civis, exacerbando a crise humanitária na região.
Moradores locais relataram à agência que tanques israelenses avançaram pelo campo, destruindo dezenas de casas com armamentos pesados e bombas detonadas remotamente.
A falta de serviços de telecomunicações e internet, cortados durante a ofensiva, tem dificultado os esforços de resgate, deixando muitas vítimas sem assistência imediata.
A Palestine Chronicle destacou que a violência em Jabalia faz parte de uma ofensiva mais ampla no norte de Gaza, onde Israel alega combater militantes do Hamas que estariam se reagrupando.
No entanto, a publicação enfatizou que a maioria das vítimas são civis, incluindo mulheres e crianças, e que a destruição massiva de residências e infraestruturas civis, como escolas e centros de saúde, aponta para uma estratégia de punição coletiva.
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A situação em Jabalia foi descrita como “catastrófica” por fontes locais, com famílias forçadas a abandonar suas casas em meio ao caos.
O Maan News relatou que a intensificação dos ataques coincide com a ausência de avanços em negociações de cessar-fogo, agravando o sofrimento da população de Gaza, que já enfrenta fome generalizada e colapso do sistema de saúde.
A agência sublinhou que os bombardeios incessantes impedem o acesso de ajuda humanitária, deixando hospitais sobrecarregados e sem suprimentos suficientes para tratar os feridos.
A comunidade internacional foi instada a intervir para conter a escalada de violência e proteger civis.
Balanço geral da guerra Israel x Hamas
A guerra na Faixa de Gaza, iniciada após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou 1.200 israelenses e sequestrou 251 pessoas, desencadeou uma ofensiva militar israelense visando eliminar o Hamas e resgatar reféns.
A campanha, marcada por intensos bombardeios e operações terrestres, devastou 69% da infraestrutura de Gaza, incluindo casas, escolas e hospitais, deixando mais de 52 mil mortos, sendo cerca de 19 mil crianças e 10,4 mil mulheres, além de 110 mil feridos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
Israel enfrenta críticas por ataques em áreas densamente povoadas, como Jabalia, enquanto alega combater militantes do Hamas, que se reagrupam em túneis e áreas civis.
A crise humanitária em Gaza é catastrófica, com 85% da população deslocada, 95% sem água potável e 1,1 milhão de pessoas em risco de fome extrema.
O bloqueio israelense limita a entrada de ajuda, com apenas 161 caminhões diários em média, insuficientes para atender às necessidades.
Hospitais colapsaram, com 1.060 profissionais médicos mortos, e a ajuda humanitária enfrenta ataques, como o incidente que matou 70 civis em fevereiro de 2024.
Negociações de cessar-fogo, como a trégua fracassada de janeiro de 2025, não avançam, enquanto Israel rejeita qualquer papel do Hamas no futuro de Gaza, e tensões regionais com Hezbollah e Irã complicam a busca por uma solução.
Negociações
Israel e Hamas retomaram neste sábado (17/mai) negociações para um cessar-fogo em Gaza, em meio a uma escalada de violência, mas não há detalhes sobre as conversações.
Enquanto isso, o momento é marcado pela nova ofensiva israelense intensificada, apesar da crescente pressão internacional, com líderes árabes exigindo o fim dos ataques israelenses.












