Em Washington, na sede da ONU, em Bruxelas, Paris ou Berlim, uma aliança entre as democracias se move em favor do Presidente eleito no Brasil, após a percepção do bolsonarismo como ameaça internacional
Nas 48 horas que se seguiram à declaração oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de que Lula era o Presidente eleito, mais de cem países reconheceram sua vitória. De acordo com Jamil Chade, do UOL, uma operação para asfixiar o eventual questionamento deste resultado foi preparada durante meses.
Líderes internacionais perceberam que o futuro da sobrevivência da extrema-direita poderia influenciar na agenda mundial. Esse movimento ultraconservador globalizado produz desinformação e se ajuda mutuamente. Assim, a reação para a proteção da democracia foi articulada para retirar o Brasil dessa aliança, diz, resumidamente, seu texto no canal de notícias.
Segundo Chade, o presidente dos EUA, Joe Biden, considerou que o bolsonarismo poderia repetir o golpismo de Trump e minar a democracia.
O jornalista lembra que, em maio, o diretor da CIA, William Burns, afirmou que seu governo não toleria eventual questionamentos sobre as urnas.
Em julho, diplomatas alertaram sobre os riscos dos questionamentos de Bolsonaro quando ele reuniu embaixadores estrangeiros para apontar supostas falhas no sistema eleitoral.
Assim, tais temores geraram a articulação internacional envolvendo, também, organismos como a CIDH (Comissão Internacional de Direitos Humanos), que acompanhou a eleição, e a Human Rights (Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos), que na voz de Michelle Bachelet, soou o alerta.
O Judiciário brasileiro participou da ‘operação’ mantendo proximidade com governos estrangeiros, via reuniões com embaixadas em Brasília e viagens internacionais, para dar confiança sobre o sistema de funcionamento do TSE e reprimir a campanha de notícias falsas que visavam a difamação do processo.
A articulação ganhou a participação de grupos como Washington Office, Instituto Vladimir Herzog e Conectas, que viajaram até os EUA e capitais da Europa para lembrar sobre a necessidade de um reconhecimento imediato do resultado das eleições.
Uma operação no Senado americano foi montada para pressionar o Departamento de Estado a se manifestar. Uma resolução alertou militares brasileiros que um eventual envolvimento golpista resultaria na suspensão imediata dos acordos militares entre Brasil e EUA.
Do outro lado, eurodeputados assinaram uma carta recomendando à Comissão Europeia a suspensão de acordos e a aplicação de medidas comerciais, caso uma ruptura democrática ocorresse em nosso País.
No dia 30 de outubro, apenas 38 minutos após o TSE declarar Lula como vencedor, os EUA reconheceriam o “êxito” de uma eleição “justa e transparente“. Num ato coordenado com a Casa Branca, aliados europeus também se apressaram a dar seu reconhecimento ao Presidente eleito, criando um cordão sanitário contra qualquer possível ameaça por parte de Bolsonaro.
Em 24 horas de sua vitória, Lula já tinha conversado com mais de 20 líderes internacionais e, nos dois dias que se seguiram, os reconhecimentos vieram também de ditaduras ou regimes pouco democráticos, como Arábia Saudita, Rússia e China, além dos tradicionais aliados de Bolsonaro: Hungria, Polônia e Itália.
O núcleo duro do bolsonarismo se manteve em silêncio por horas após a eleição, na esperança de que a desinformação, as operações nas estradas e nas redes sociais mobilizassem massas pelo país.
Mas o apoio popular que precisavam não ocorreu e, acuado, Bolsonaro foi avisado por seus aliados mais próximos que simplesmente não teria qualquer respaldo internacional.
Em Washington, na sede da ONU, em Bruxelas, Paris ou Berlim, diplomatas não disfarçavam a comemoração: a aliança entre as democracias tinha funcionado. Agora, terá de trabalhar até a posse de Lula.
Desde a campanha, Lula formou uma delegação com Jaques Wagner e Celso Amorim para visitar embaixadas estrangeiras em Brasília com o fim de garantir o reconhecimento do processo eleitoral brasileiro ante um possível golpe ou questionamento dos resultados.
Agora, contatos com autoridades estrangeiras serão mantidos para blindar a transição, sob o temor de que os protestos bolsonaristas tentem impedir a posse.
O Presidente eleito usará a COP 27, no Egito, para possíveis encontros com Joe Biden e o secretário-geral da ONU, Antônio Guterres.

Acredito que agora, depois de um borra-botas analfabeto como o Bozo ter conseguido milhões de abestados histéricos e violentos como seguidores, não mais se fará “economia” com Educação e Cultura em nosso País.
A politização vem no vácuo.
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