Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

“Mulher honesta impichada sem provas; homem zomba dos mortos e chamam de ‘mito'”, diz jornalista

    Dilma não foi responsabilizada pelo suposto desrespeito à lei orçamentária e à lei de improbidade administrativa, que embasava o pedido de impeachment, além de ter sido inocentada de acusações de corrupção na Petrobras

    Uma mulher honesta foi impichada sem que se provasse NADA contra ela e xingaram de tudo quanto é nome. um homem faz negociata com vacina no meio de uma pandemia, zomba dos mortos, sabota o combate ao vírus, arranca máscara de criancinha e chamam “mito”“, escreveu Cynara Menezes em seu perfil no Twitter, referindo-se a ex-presidenta Dilma Rousseff e, depois, ao atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, respectivamente.

    Daqui a pouco mais de dois meses, em 31 de agosto de 2021, completar-se-ão quatro anos da aprovação do impeachment. Em agosto do ano passado, o site do PT publicou uma retrospectiva da tormenta política que veio a seguir:

    | A votação aconteceu no Senado por 61 votos favoráveis e 20 contrários. Ela foi afastada do cargo sob a acusação de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas “pedaladas fiscais” no Plano Safra e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional, mas não chegou a ser com a inabilitação para funções públicas. Dilma foi inocentada de todas as acusações.

    Ao se defender no processo frente ao Senado, em um discurso histórico, a presidenta Dilma revelou todos os mecanismos que estavam por detrás do golpe — desde os mais estruturais como a implementação de uma lógica ultraliberal, a desidratação do Estado, das políticas públicas e do investimento estatal, até os mais comezinhos como a hipocrisia de uma bancada de parlamentares corruptos que usam demagogicamente do discurso de combate à corrupção para impedir que a transparência seja realizada de fato.

    O processo de criação da rede de mentiras e deturpação já estava em pleno vapor e falsas acusações moralistas foram levadas a plenário — como a falácia da ‘destruição da família’ e da ‘iniciação sexual’ de crianças. A tentativa incessante de manchar a reputação de Dilma e levá-la a cabo de uma situação humilhatória não aconteceu. Ela se manteve firme e determinada de cabeça erguida e trouxe a pauta da ditadura, lógica que ainda vigora sobre a política brasileira, à tona:

    Na luta contra a ditadura, recebi no meu corpo as marcas da tortura. Amarguei por anos o sofrimento da prisão. Vi companheiros e companheiras sendo violentados e até assassinados. Na época, eu era muito jovem. Tinha muito a esperar da vida. Tinha medo da morte, das sequelas da tortura no meu corpo e na minha alma. Mas não cedi. Resisti. Resisti à tempestade de terror que começava a me engolir, na escuridão dos tempos amargos em que o país vivia. Não mudei de lado.
    Dilma Rousseff
    Ex-presidente do Brasil
    1/01/2011 – 31/08/2016

    Ainda emocionada, Dilma apontou que, como todo governo, possui acertos e erros, mas que não se furtou a defender o bem mais precioso da república brasileira: a democracia. 

    Nesta jornada para me defender do impeachment, me aproximei mais do povo, tive oportunidade de ouvir seu reconhecimento, de receber seu carinho. Ouvi também críticas duras ao meu governo, a erros que foram cometidos e a medidas e políticas que não foram adotadas. Acolho essas críticas com humildade. Até porque, como todos, tenho defeitos e cometo erros. Entre os meus defeitos não está a deslealdade e a covardia. Não traio os compromissos que assumo, os princípios que defendo ou os que lutam ao meu lado. Apesar de receber o peso da injustiça nos meus ombros, continuei lutando pela democracia.
    Dilma Rousseff
    Ex-presidente do Brasil
    1/01/2011 – 31/08/2016

    O líder do golpe, então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi preso em outubro de 2016,  meses após o impeachment, condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

     Eduardo Cunha não foi o único que mergulhou no poço da desonra, muitos deputados já estavam envolvidos ou se envolveram em corrupção de quatro anos para cá. Deputados aqueles que, meses antes, protagonizaram um espetáculo vexatório na votação da Câmara Federal. Dentre eles, o atual presidente Jair Bolsonaro que está envolvido em mais de seis frentes de investigação e protagoniza o título de pior governo da história do país.

     Levantamos o que aconteceu de quatro anos para cá [diz o site do PT] com alguns personagens do golpe que levou o país à completa desestabilização e abriu espaço para a velha política e a rapina do dinheiro público.

    Leia mais no site do PT


    Siga no Telegram

    1 comentário em ““Mulher honesta impichada sem provas; homem zomba dos mortos e chamam de ‘mito'”, diz jornalista”

    Os comentários estão fechados.

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading