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MP desmonta “banco paralelo” do PCC em SP: entenda a rede por trás dos chefes da facção

— calculando —
Agente do Gaeco em ação

📷 Agente do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em ação / Imagem divulgação via MS |•| Urbs Magna

RESUMO
URBS MAGNA

| São Paulo (SP)
21 de julho de 2026

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (21/jul) uma operação contra uma estrutura financeira que funcionava como “banco paralelo” para lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), com 18 prisões preventivas e bloqueio de até R$ 10 milhões em bens.

Como funcionava o esquema

Segundo o Gaeco, conforme noticiou a TV Globo e o g1, os investigados recebiam grandes quantias em dinheiro vivo de integrantes da facção e devolviam esses valores ao sistema financeiro por meio de transferências eletrônicas feitas por empresas de fachada, criadas justamente para dar aparência de legalidade aos recursos de origem ilícita.

A Justiça expediu, ao todo, 18 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão contra os responsáveis por movimentar e ocultar o dinheiro da organização.

Entre os principais beneficiários identificados pela investigação está Leonardo Monteiro Moja, conhecido como “Léo do Moja” ou “Léo do Moinho”, apontado como uma das principais lideranças do PCC em São Paulo.

Segundo o Gaeco, a estrutura financeira não servia apenas para lavar dinheiro: também era acionada em negociações particulares de interesse da facção, incluindo uma disputa envolvendo imóveis de alto padrão na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista.

A origem: uma economia paralela construída desde os anos 2000

Esquemas como este não surgem isolados. O PCC desenvolveu, ao longo de mais de duas décadas, uma estrutura financeira descentralizada, organizada em células conectadas a um núcleo central, sob a liderança de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Foi esse mesmo período que viu nascer, dentro da facção, o chamado “tribunal do crime” — um sistema de julgamentos paralelos, criado no início dos anos 2000, que aplica punições, incluindo a pena de morte, a quem descumpre as regras internas da organização ou desafia seus interesses, segundo reportagens anteriores sobre o funcionamento dessa “justiça” clandestina.

A operação desta terça-feira se encaixa em um padrão mais amplo de atuação do Ministério Público paulista contra a infraestrutura financeira do PCC, que já resultou, em ocasiões recentes, em investigações sobre a infiltração da facção em empresas de transporte público e em prefeituras do interior paulista.

O que essas operações revelam, em conjunto, é uma mudança de estratégia: mirar não apenas o tráfico de drogas, mas o sistema bancário informal que sustenta o poder econômico da organização — e que, sem ser desmontado, permite à facção sobreviver a prisões e mortes de lideranças isoladas.

Para conter o esquema, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões em contas bancárias, empresas e bens vinculados aos investigados.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ainda não divulgou balanço oficial com os nomes completos de todos os presos na operação desta terça-feira.



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1 comentário em “MP desmonta “banco paralelo” do PCC em SP: entenda a rede por trás dos chefes da facção”

  1. Rosa Maria Nunes Araújo

    Interessante, porque esses esquemas se alastram ate os lugares mais longincuos como o interior do Amazonas, onde os traficantes dominam e praticam crimes como puniçao aos “desobedientes” aos mandamentos dos grupos.

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文

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