“Olha, eu entendo isso aí. Vamos lembrar, sempre, que eu sou um homem de setenta anos de idade, né? Quantos homens de setenta anos de idade estão no meio da água [salvando as pessoas]?”. disse o militar
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Ao ser perguntado por jornalistas da ‘Rádio Gaúcha‘, que lhe passaram as críticas da sociedade sobre sua ausência no Rio Grande do Sul no momento da tragédia, o general e senador também gaúcho Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que tem 70 anos de idade e que sua presença no estado seria “desvio de função“.
O recorte do vídeo viraliza nas redes sociais desde a sexta-feira (24/5). Ex-vice presidente no governo do hoje inelegível Jair Bolsonaro (PL), o militar rebateu argumentando o seguinte:
“Olha, eu entendo isso aí. Vamos lembrar, sempre, que eu sou um homem de setenta anos de idade, né? Quantos homens de setenta anos de idade estão no meio da água [salvando as pessoas]?”. disse Mourão.
“Aí vocês se tem alguém da minha idade salvando gente, né? Mas eu não vejo isso como minha função. Eu estarei tendo um desvio de função”, completou.
A jornalista quebrou o argumento do general dizendo que os voluntários que se disponibilizaram para ir até o estado também não tinham essa função: “Mas é que as pessoas, também, não era a função delas, senador, é isso que eu estou dizendo, né?“
Assista a seguir e saiba mais depois:
A tentativa do senador Mourão de explicar a sua ausência no RS durante a calamidade é patética. Ele, que fala grosso e está em forma quando o assunto é dar golpe de estado, acha que é desvio de função estar no estado junto à população, que está imersa e correndo risco de vida. pic.twitter.com/Dn6MmCPqvV
— Fernanda Melchionna (@fernandapsol) May 24, 2024
Mourão disse também, sobre seu cargo no Senado Federal, que “esse é o local que o povo gaúcho me colocou e onde tenho que buscar por meio da melhoria da legislação atender os anseios da nossa população“.
Segundo uma matéria do ‘UOL‘, o senador disse que esteve no Rio Grande do Sul entre 1º e 5 de maio, no início da crise, e que enviou carretas com doações. Mourão afirmou ainda ter apresentado um plano de trabalho da comissão externa criada no Senado para acompanhar a situação do estado.
“Estamos trabalhando em cima de legislação, de agilizar a entrega de recursos, convencer os nossos irmãos parlamentares de destinar emendas que eram para os seus estados para o Rio Grande do Sul“, disse o militar, conforme transcreveu o site.
Ele disse ainda: “O que um senador da República pode fazer? Encaminhar recursos (…) Eu não sou [do] Executivo, eu não tenho a missão de estar me deslocando do ponto A para o ponto B, eu tenho que criar facilidades para os responsáveis por executar as tarefas“.
“O contato direto com a comunidade é o do vereador. Logo depois você tem o deputado estadual, o deputado federal e o senador, que representa o estado como um todo. Eu tenho uma responsabilidade perante o estado como um completo, e não apenas a comunidade localizada“, disse.
