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Motta teria mandado recado contra golpismo de Eduardo, que pode renunciar após licença sem salário (vídeo)

    Deputado alega perseguição política enquanto articula com aliados de Trump contra Alexandre de Moraes; Valdemar diz que quer o filho de Jair no Senado e PSOL pede cassação – SAIBA MAIS

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    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou que cogita deixar definitivamente o mandato após um período de licença não remunerada da Câmara, ainda não formalizada, conforme mostra o jornal O Estado de São Paulo.

    Em entrevista à CNN Brasil, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), denunciado pela PGR ao STF, vinculou seu retorno ao Brasil à saída do ministro Alexandre de Moraes do STF ou à sua “adequação”, alegando perseguição política.

    A licença por interesse particular, prevista no Regimento da Câmara, permite até 120 dias sem salário. Eduardo Bolsonaro ganha R$ 46,3 mil por mês.

    Contudo, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o parlamentar voltará em quatro meses para iniciar processo de concorrência ao Senado por São Paulo, enquanto deputados do PSOL pediram à Mesa Diretora da Câmara que declarem abandono de mandato, acusando Eduardo de fugir da jurisdição brasileira para atividades políticas no exterior.

    Segundo O Globo, a decisão de Eduardo de permanecer nos EUA surpreendeu o PL, que já considerava o assunto “pacificado” após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestar contra a apreensão de seu passaporte — pedida pelo PT.

    Apesar do recuo da PGR e do arquivamento do pedido pelo ministro Alexandre de Moraes, como destacou o Metrópoles, o deputado optou por ficar no exterior. Seu objetivo declarado é pressionar por sanções dos EUA contra Moraes e o STF, incluindo bloqueio de vistos e restrições financeiras, como o cancelamento de cartões de crédito internacionais.

    O portal detalhou ainda que Eduardo articula-se com aliados de Donald Trump para promover essas sanções, citando declarações do deputado sobre uma “pena de morte financeira” contra o ministro.

    A estratégia coincide com o julgamento no STF que tornará Jair Bolsonaro réu por tentativa de golpe, marcado para a próxima semana.

    Apesar do recuo de Moraes em apreender seu passaporte, Eduardo mantém o discurso de perseguição política e crítica ao STF, acusando o tribunal de arbitrariedades.

    Enquanto isso, o PL tenta equilibrar apoio interno e imagem pública: Valdemar Costa Neto insiste no retorno de Eduardo para a candidatura ao Senado, mas parte da bancada demonstra desconforto com a exposição internacional do caso.

    Ao mesmo tempo em que o deputado alega dificuldades financeiras nos EUA, o PSOL reforça o pedido de cassação, argumentando que o afastamento “abusa das prerrogativas constitucionais“.

    A licença, ainda não oficializada, depende de trâmites burocráticos, como visto e documentação, segundo o próprio parlamentar.

    A esquerda nas redes

    Por conta do tema, aliados do governo federal nas redes sociais afirmam que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria mandado um recado para Eduardo Bolsonaro.

    A câmara baixa do Congresso Nacional realizou nesta quarta-feira (19/mar) uma sessão solene em homenagem aos 40 anos da redemocratização do Brasil, que foi marcada pela posse de José Sarney na Presidência da República, em 15 de março de 1985.

    “Nos últimos 40 anos, não vivemos mais as mazelas do período em que o Brasil não era democrático, não tivemos jornais censurados, nem vozes caladas à força, não tivemos perseguições políticas, nem presos, nem exilados políticos. Não tivemos crimes de opinião ou usurpação de garantias constitucionais. Não mais, nunca mais”, diz Hugo Motta, na parte em que seu discurso na solenidade foi compartilhada no X.

    O influenciador Thiago dos Reis, uma das principais vozes em defesa do Governo Lula nas redes sociais, disse que o líder da Casa Legislativa “HUMILHA Eduardo Bolsonaro e diz que ninguém tá sendo censurado!“.

    E acrescentou que, “se o bananinha não voltar ao Brasil pode PERDER O MANDATO por abandono de cargo“.

    Thiago dos Reis compartilhou o recorte feito pelo jornalista Guga Noblat, que afirmou: “A extrema-direita pistola com o Hugo Motta só pq ele disse o óbvio (…) Olha aí presidente da Câmara irritando golpista“.

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