Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann comenta após motim da oposição, que tentou impedir o funcionamento do Poder Legislativo
Brasília, 07 de agosto de 2025
“Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, agiram corretamente diante do motim da oposição, que tentou impedir o funcionamento do Poder Legislativo” e “retomaram o comando das Casas deixando claro que os interesses do país e do povo não podem ser submetidos às chantagens dos aliados de Jair Bolsonaro“, afirmou a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), em uma postagem em sua conta oficial na plataforma de microblog X, nesta quinta-feira (7/ago).
“O Congresso tem pautas importantíssimas para votar, como o projeto de isenção do IR até R$ 5 mil, a PEC da Segurança, a medida da isenção da luz para os consumidores até 80 kw/mês. Essa é a pauta do país, não a anistia dos golpistas”, completou a petista.
Ontem, Gleisi Hoffmann havia condenado as ações bolsonaristas no Congresso Nacional afirmando, também na mesma rede social, que “o povo brasileiro não pode carregar nas costas o peso de Jair Bolsonaro.
A ministra lembra que o réu no STF (Supremo Tribunal Federal) “primeiro, conspirou com um governo estrangeiro, fazendo o presidente dos EUA impor pesadas taxas às exportações brasileiras, comprometendo nossos empregos, empresas e a economia do Brasil em troca de pressão para sua anistia”.
Na sequência, Gleisi afirmou que o “apoiadores [de Bolsonaro] no Congresso Nacional, com o mesmo objetivo, impedem votações importantes para os trabalhadores e as famílias do Brasil”.
“Este país tem Constituição, leis, poderes independentes e um povo altivo. Não pode ficar refém de Bolsonaro.
A oposição no Senado encerrou uma ocupação de mais de 47 horas no plenário principal, permitindo que as sessões fossem retomadas.
Segundo o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), a decisão foi um “gesto” para restabelecer a normalidade e os canais de diálogo com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que se reuniu com o grupo e se comprometeu a discutir as pautas da oposição.
Após a desocupação, os senadores aprovaram a atualização da tabela do Imposto de Renda, mantendo a isenção para quem ganha até dois salários mínimos, com o projeto seguindo para sanção presidencial.








