‘Motivo real’ de impeachment de Dilma foi falta de apoio, diz Barroso em versão sobre o golpe 2016

A justificativa formal foram as denominadas ‘pedaladas fiscais’, embora o motivo real tenha sido a perda de sustentação política“, escreveu o ministro em artigo na revista do Cebri

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmou, sem mencionar a palavra “golpe“, que “o motivo real” para o impeachment da então presidente em 2016, Dilma Rousseff, foi a falta de apoio político, e não as pedaladas fiscais, das quais foi acusada. A declaração foi feita em artigo na edição de estreia da revista do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), onde acrescentou que a manobra contábil foi uma “justificativa formal“.

Conforme a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, transcreveu, o ministro disse que “a justificativa formal foram as denominadas ‘pedaladas fiscais’, embora o motivo real tenha sido a perda de sustentação política“.

Segundo Bergamo, o ministro já havia expressado esse raciocínio em julho de 2021, durante um simpósio, quando disse que “não deve haver dúvida razoável de que ela não foi afastada por crimes de responsabilidade ou corrupção, mas, sim, foi afastada por perda de sustentação política. Até porque afastá-la por corrupção depois do que se seguiu seria uma ironia da história“.

A jornalista mencionou também que, em outras ocasiões, o ministro afirmou, conforme novamente transcreveu, que “impeachment não é golpe” e que não acha que, “do ponto de vista jurídico”, tenha sido um golpe, porque “se cumpriu a Constituição“.

Mas, neste caso, o ministro não diz, claro, que a Constituição foi usada para um golpe contra uma presidente honesta que foi vitimada por sabotagens programadas oriundas da Câmara dos Deputados sob a liderança do então presidente Eduardo Cunha, pois a trama foi complexa.

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