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Morte de Hermeto Pascoal: ícone da música brasileira falece aos 89 anos

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    HERMETO PASCOAL
    HERMETO PASCOAL TIRANDO SOM DE UMA CHALEIRA


    Adeus ao bruxo dos sons que revolucionou harmonias e ritmos nacionais



    Brasília, 14 de setembro de 2025

    O multi-instrumentista alagoano Hermeto Pascoal, conhecido mundialmente como o bruxo dos sons, faleceu na noite de sábado (13/set), aos 89 anos, no Hospital Samaritano Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

    Internado desde 30 de agosto para tratar complicações respiratórias decorrentes de fibrose pulmonar avançada, o artista sucumbiu à falência múltipla dos órgãos por volta das 20h22.

    A notícia foi confirmada por sua equipe e família em uma nota divulgada nas redes sociais oficiais do músico, destacando que o falecimento ocorreu com serenidade e amor, cercado pela família e por companheiros de música.

    No momento exato da partida, seu grupo se apresentava no palco, como ele gostaria: fazendo som e música.

    Nascido em 1936 na pequena Lagoa da Canoa, em Alagoas, Hermeto Pascoal começou sua jornada musical ainda criança, tocando em feiras e festas locais com instrumentos improvisados, como latas e apitos.

    Sua carreira ganhou projeção nos anos 1960 ao lado de Milton Nascimento e Bituca, integrando o grupo Som Imaginário.

    Nos anos 1970, uma temporada nos Estados Unidos ao lado de Airto Moreira e Flora Purim o levou a colaborar com gigantes como Miles Davis, resultando em álbuns icônicos como Slaves Mass.

    De volta ao Brasil, formou seu grupo fixo e lançou obras-primas como A Música Livre de Hermeto Pascoal e Zabumbê-bum-á, onde explorava sons da natureza – pássaros, cachoeiras e até o barulho de porcos – em composições que desafiavam gêneros, misturando jazz, samba, forró e experimentações livres.

    Com mais de 75 anos de dedicação à arte, Hermeto era famoso por sua excentricidade: transformava objetos cotidianos em instrumentos e incentivava a plateia a participar de shows improvisados, especialmente na década de 1970.

    Três vezes vencedor do Grammy Latino – incluindo o de Melhor Álbum de Jazz Latino/Jazz em 2024 por Pra Você, Ilza, uma homenagem póstuma à sua companheira de 46 anos, Ilza Souza Silva, falecida em 2000 –, o músico também recebeu honrarias como o título de doutor honoris causa pela Juilliard School.

    Em 2024, ganhou sua primeira biografia autorizada, Quebra Tudo! – A Arte Livre de Hermeto Pascoal, escrita pelo jornalista Vitor Nuzzi e publicada pela editora Kuarup.

    Sua última apresentação no país ocorreu em junho de 2025, no Circo Voador, no Rio de Janeiro, dias antes de completar 89 anos.

    Torcedor fanático do Fluminense Football Club, Hermeto foi homenageado pelo time em 2024 com o título de Tricolor Ilustre.

    O clube manifestou luto profundo em nota oficial, afirmando que o artista deixou um importante legado para a arte do país.

    Deixa seis filhos, 13 netos e dez bisnetos.

    A família pediu que, em vez de tristeza, os fãs escutem o vento, o canto dos pássaros, o copo d’água, a cachoeira, pois a música universal segue viva.

    Durante um show de sua banda em Belo Horizonte, a morte foi revelada ao final da apresentação, emocionando o público.

    No Estrelas, da Globo, a apresentadora Ana Clara anunciou o falecimento em tom fúnebre, contrastando com o clima festivo do programa.

    A repercussão global destaca sua influência transcendental, com veículos internacionais já ecoando o adeus ao gênio que via música em tudo.



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