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Morre Lô Borges aos 73 anos: ícone do ‘Clube da Esquina’ e gênio da MPB deixa legado eterno

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    Lô Borge
    Lô Borges no programa Conversa Com Bial, da Rede Globo / Imagem reprodução


    Compositor mineiro teve falência múltipla de órgãos após intoxicação medicamentosa; SAIBA MAIS e relembre trajetória revolucionária na música brasileira e sucessos como ‘O Trem Azul




    Belo Horizonte, 03 de novembro 2025

    A música popular brasileira entra em luto profundo com a morte de Lô Borges, aos 73 anos, confirmada na noite de domingo (2/nov).

    O cantor e compositor, cofundador do lendário Clube da Esquina, faleceu no Hospital Unimed – Unidade Contorno, em Belo Horizonte, vítima de falência múltipla de órgãos.

    A notícia abalou fãs, artistas e a cena cultural mineira, que perde um dos maiores inovadores da MPB.

    Nascido Salomão Borges Filho em 10 de janeiro de 1952, em Belo Horizonte, Lô Borges era o caçula de uma família musical com 11 irmãos, incluindo o letrista Márcio Borges.

    Aos 10 anos, conheceu Milton Nascimento, o Bituca, em um apartamento no centro da capital mineira.

    Essa amizade evoluiu para o Clube da Esquina, movimento nascido nas esquinas das ruas Divinópolis e Paraisópolis, no bairro Santa Tereza.

    Junto a Beto Guedes, Flávio Venturini, Toninho Horta e Fernando Brant (1946-2015), o grupo misturou MPB, rock, jazz, bossa nova e folclore mineiro, revolucionando a música brasileira nos anos 1970.

    Aos 20 anos, Lô Borges lançou dois marcos: o álbum duplo Clube da Esquina (1972), com Milton Nascimento – eleito o melhor disco brasileiro de todos os tempos em 2022 pela Rolling Stone – e seu solo de estreia, o icônico Disco do Tênis, com capa fotografada por Cafi.

    Milton Nascimento (esquerda) e Lô Borges (centro)


    Clássicos como O Trem Azul, Um Girassol da Cor do Seu Cabelo, Paisagem da Janela, Tudo que Você Podia Ser e Para Lennon e McCartney ecoam influências dos Beatles e da psicodelia, gravados por gigantes como Elis Regina, Tom Jobim, Skank e Nando Reis.

    Ao longo de mais de 50 anos, foram 20 álbuns, incluindo Clube da Esquina 2 (1978) e indicados ao Grammy Latino, como Não Me Espere na Estação (2023).

    Três pessoas se divertindo em uma praia, uma delas rindo e criando ondas na água.
    Da esquerda para a direita, Beto Guedes, Milton Nascimento e Lô Borges pegam jacaré em Piratininga – do conjunto de praias na região oceânica de Niterói (RJ) / Foto: Cafi/Cafidigital


    Lô Borges estava internado desde 17 de outubro de 2025 por intoxicação medicamentosa, evoluindo para UTI com ventilação mecânica, traqueostomia (25/10) e hemodiálise (27/10).

    Apesar de estabilidade inicial, o quadro agravou-se, culminando na falência de órgãos.

    O hospital emitiu nota na noite de ontem: “Com pesar, informamos o falecimento às 20h50”.

    Notícias antigas contextualizam o drama: em outubro, boletins relatavam estado grave, mas estável, com família otimista.

    Shows como Esquinas e Canções com Beto Guedes foram cancelados, e Wagner Tiso substituiu-o em Brasília.

    planejava turnê com Céu de Giz (2025), parceria com Zeca Baleiro.

    Milton Nascimento lamentou: “Lô nos deixará um vazio enorme; o Brasil perde um gênio”.

    Famosos como Duda Salabert e Afonso Borges ecoaram: “Poucos traduziram Minas como ele”.

    Fãs choram nas redes: “Legado eterno”.

    Reservado, Lô Borges nunca se casou nem teve filhos, vivendo para a música.

    Seu som universal une gerações, provando que “a matéria se acaba, mas o legado em música será eterno”.

    A MPB perde um pilar, mas ganha imortalidade em acordes mineiros.

    Partiu Lô Borges. Lô tinha apenas 17 anos quando o gênio Bituca o catapultou rumo ao sucesso. Milton disse à gravadora – que já o via como um fenômeno – que só gravaria com seus amigos.

    Márcio Borges, irmão mais velho de Lô, foi quem apresentou o cinema ao Milton e o incluiu na sua família numerosa de irmãos em Belo Horizonte. Foi seu primeiro parceiro musical.

    Lô, Márcio e Milton fizeram história com o álbum Clube da Esquina, um dos melhores da música brasileira e mundial de todos os tempos.


    Na foto da capa do álbum, dois meninos, o que faz parecer serem Milton e Lô. Mas não são. No disco, clássicos como Um Girassol da Cor do Seu Cabelo · Clube da Esquina II · O Trem Azul · Tudo o Que Você Podia Ser · Cais · Paisagem da Janela · Nada Será Como Antes.

    Conheci a obra de Lô no meio dos anos 1980. E me apaixonei.

    Vá em paz, Lô!

    Depoimento de MaRcO A. LiSaN | jornalista/Instagram



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    1 comentário em “Morre Lô Borges aos 73 anos: ícone do ‘Clube da Esquina’ e gênio da MPB deixa legado eterno”

    1. Perdemos uma entidade histórica, da música mineira, brasileira e mundial…mas o paraíso estará mais completo…musical…e com a simplicidade sui generis dos gênios…!!! 🙏🙏🙏

    Os comentários estão fechados.

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