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Moro virou ‘humorista’ e entrou ‘sem limite’ no ‘anedotário nacional’, diz jornalista

    Chico Alves relaciona “motivos para gargalhada” com o ex-juiz, desde o lançamento da falida candidatura a presidente até a atribulada transferência para o União Brasil

    O “falso herói” Sergio Moro, que ganhou fama por sua “luta contra a corrupção no país“, virou chacota em matéria de Chico Alves, neste domingo (4/9). Após relembrar a trajetória de “barbaridades que o ex-juiz e seus parceiros, procuradores da Lava Jato, praticaram contra o devido processo legal“, o jornalista diz que “os tempos do Moro super-herói ficaram para trás“.

    Na pele de postulante a um cargo eletivo, Moro entrou para o anedotário nacional. Motivos para gargalhada não faltam. Desde o lançamento da falida candidatura a presidente pelo Podemos, quando estrelou um vídeo como uma espécie de 007, caminhando pela Praça dos Três Poderes e foi apresentado como “Sergio, o Moro”, até à atribulada transferência para o União Brasil, sob acusações de sua antiga legenda de que fez gastos indevidos. Passando, é claro, pela tentativa atrapalhada – e frustrada – de registrar domicílio eleitoral em São Paulo, escreve Chico Alves.

    “Na corrida ao Senado pelo Paraná, Moro “não se constrange de enfrentar seu antigo apoiador, Álvaro Dias. Na última pesquisa de intenção de votos, Dias aparecia na liderança, com 10 pontos à frente de Moro. Para tentar reverter o quadro, o ex-juiz se humilha, pedindo apoio a integrantes do governo Bolsonaro, o mesmo presidente que o desqualificou tantas vezes e que está às voltas com denúncias de corrupção“, diz o jornalista. “O vexame aumentou ontem, quando Tribunal Regional Eleitoral do Paraná determinou busca e apreensão de material irregular de propaganda na casa do ex-juiz“.

    A juíza eleitoral concluiu que Moro tenta esconder o nome de seus suplentes na propaganda”, lembra o autor do texto. “Por isso, além de apreender material impresso, determinou a remoção de links das redes sociais e exigiu a regularização do material destinado à propaganda eleitoral gratuita na TV em 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 5.000“.

    A reação do ex-herói nas redes sociais foi, mais uma vez, destrambelhada“, afirma Chico Alves, ao reproduzir a fala de Moro, sobre o caso: “A retaliação do PT e do sistema da velha política foi sentida pela minha filha, hoje de manhã em Curitiba“, escreveu o ex-juiz no Twitter. “Mas o que fazer, se o próprio candidato indicou a residência como comitê?“, questiona o jornalista. “Está clara a preocupação com o fraco desempenho do Lula e seus aliados“, prosseguiu Moro. “Faltou alguém de sua equipe informá-lo que o petista está liderando todas as pesquisas de intenção de voto“, disse o jornalista.

    O ponto alto de non sense foi quando acusou o PT de promover “uma diligência abusiva” em sua residência. Como qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento sobre leis sabe, partidos não promovem diligências. Essa é uma prerrogativa da Justiça. O PT apenas acionou o TRE-PR questionando a propaganda irregular de Moro, e o pleito foi acolhido“, escreve Chico Alves, acrescentando que seu pensamento é “simples assim”.A cada passo, o ex-juiz age como neófito não apenas em política, mas também no trato com a legislação. Para alguém que até há pouco era visto como modelo para o Judiciário, isso é muito grave“, opina o jornalista. “Não se sabe até que ponto Moro pretende ir em sua transição de magistrado a humorista. Mas, pelo jeito, parece não ter limite“.

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