Segundo o empresário, esse é o motivo da antecipação do julgamento senador, que quando juiz da Lava Jato classificaria o pedido como “inequívoca obstrução de Justiça” que “ensejaria prisão preventiva imediata”
O ex-deputado e ex-delator da Lava Jato de Curitiba, o empresário Tony Garcia, afirmou em sua conta oficial na plataforma social de microblogging ‘X‘ que o TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral) do Estado do Paraná resolveu antecipar em 11 dias o julgamento das duas AIJEs (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) contra o senador da República Sergio Moro (União Brasil) com o objetivo de cassá-lo imediatamente e “encerrar a pendenga o quanto antes“.
Entenda:
Segundo sugere Garcia em seu microtexto na rede social, os desembargadores daquela Corte Eleitoral Regional teriam ficado extremamente aborrecidos com um pedido absurdo feito por Moro, que “teve a cara de pau de sugerir ao menos a um deles que ‘pedisse vistas’ na clara intenção de postergar o julgamento“.
O empresário diz que o “tiro de Sergio Moro” saiu pela culatra e atingiu o “próprio pé“. Garcia garante que é isso “o que está por trás do anúncio do TRE-PR adiantando em 11 dias o julgamento do criminoso“.
“O assédio de Moro àqueles que vão julga-lo foi tão constrangedor que levou-os a decidir encerrar a pendenga o quanto antes“, acrescenta o ex-deputado curitibano, que afirma, na sequência, que tal atitude, para o próprio Moro, “ensejaria prisão preventiva imediata“, caso fosse fosse flagrada nos tempos da falida ‘República de Curitiba‘.
“Pela régua de Deltan Dallagnol e Sergio Moro quando à frente da Lava Jato, isso seria tido como inequívoca obstrução à Justiça“, escreveu o empresário.
“Moro enfrenta seu ocaso sem dignidade alguma, começa a subir os degraus do cadafalso com ‘frouxo intestinal’ inerente aos covardes. TIC TAC TIC TAC!“, conclui Tony Garcia.
Caso perca, de fato, seu mandato de senador, Moro também perde o foro por prerrogativa de função.
