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Moro responde TCU com indireta a Bolsonaro: ‘Nunca recebi propina, fiz rachadinha ou comprei mansões’

    O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, durante o desfile de 7 de setembro no ano de 2019


    PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

    O pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos repudiou o que chamou de “insinuação leviana” do Tribunal sobre sua atuação na Alvarez & Marsal

    O pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, Sergio Moro, repudiou o que chamou de “insinuação leviana” do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre sua atuação na empresa Alvarez & Marsal. Ao expressar sua opinião na rede social Twitter, o ex-ministro de Bolsonaro mandou uma indireta a ele quando disse que nunca fez “rachadinha” ou comprou “mansões“, referindo-se ao imóvel adquirido por um dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro.

    O ministro Bruno Dantas, do Tribunal, determinou que a Alvarez & Marsal revelasse quanto pagou a Moro depois que ele deixou a empresa, em outubro, para se lançar na política.

    De acordo com a jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, Dantas acolheu um pedido feito pelo Ministério Público junto ao TCU no começo do mês. E determinou também o levantamento, no Judiciário, de todos os processos de recuperação judicial em que a Alvarez & Marsal atuou no período da Lava Jato.

    O ministro já afirmou em despacho anterior que atos de Moro “naturalmente” contribuíram para a quebra da Odebrecht e, agora, ele quer saber se a Alvarez & Marsal foi beneficiada por eles ao se envolver na recuperação da empreiteira e de outras organizações investigadas sob o comando do ex-juiz.

    Sergio Moro não gostou do que leu no jornal e foi ao Twitter, onde, como não poderia deixar de ser, encheu sua própria bola:

    “Trabalhei 23 anos na carreira pública. Lutei contra a corrupção neste país como ninguém jamais havia feito. Deixei o serviço público e trabalhei honestamente no setor privado para sustentar minha família“.

    Ele prosseguiu com declarações que claramente faziam alusão ao clã Bolsonaro:

    “Nunca paguei ou recebi propina, fiz rachadinha ou comprei mansões“.

    Moro disse ainda que não enriqueceu “no setor público e nem no privado” e que não atuou “em casos de conflito de interesses”.

    Ele ainda repudiou o que considerou “insinuações levianas do Procurador do TCU” a seu respeito e ‘lamentou’ “que o órgão seja utilizado dessa forma”.

    Veja abaixo e leia mais a seguir:

    O ministro do TCU ainda solicitou os contratos da Alvarez & Marsal em ordem cronológica, para saber a evolução dos negócios da companhia no Brasil desde a Lava Jato.

    Ao justificar o pedido de investigação agora acolhido, o subprocurador-geral Lucas Furtado afirmou ser necessário apurar os prejuízos ocasionados aos cofres públicos por “operações supostamente ilegais” de integrantes da Lava Jato e de Moro “mediante práticas ilegítimas de revolving door“, ou “porta giratória” –quando servidores públicos assumem postos como lobistas ou consultores na área de sua atividade anterior no serviço público.

    Moro sempre negou que seu trabalho na Alvarez & Marsal poderia gerar conflito de interesses. Quando o Ministério Público pediu a abertura de investigações e o valor de seus ganhos na empresa, ele afirmou à Folha que, por meio de sua assessoria, “o contrato com a Alvarez & Marsal foi assinado entre partes privadas, de forma regular, e com a cláusula expressa de que jamais atuaria em casos de potencial conflito de interesses. Portanto, jamais trabalhei ou prestei serviço, direta ou indiretamente, para a Odebrecht“.

    文

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