Em um vídeo que circulou nas redes sociais, o senador sugeriu que o decano da Corte máxima de Justiça do Brasil vende habeas corpus
Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia decidirão se tornarão réu Sergio Moro por calúnia contra Gilmar Mendes, após a PGR (Procuradoria-Geral da República) acusar formalmente o senador, que imputou “falsamente” ao decano “o crime de corrupção passiva” ao dizer que o magistrado “solicita ou recebe, em razão de sua função pública, vantagem indevida para conceder habeas corpus, ou aceita promessa de tal vantagem”.
No processo, que foi incluído nesta segunda (3/6) na pauta de julgamento de terça-feira (4/6), consta que Moro, que foi gravado e o vídeo de 2022 circulou nas redes sociais em 2023, “agiu com a nítida intenção de macular a imagem e a honra” de Gilmar Mendes, “tentando descredibilizar a sua atuação como magistrado”.
A PGR sustenta que a declaração foi feita em público, na presença de várias pessoas, com o conhecimento de que estava sendo gravado. Isso, de acordo com a denúncia, facilitou a divulgação da afirmação caluniosa, que se tornou pública em 14 de abril de 2023, ganhando ampla repercussão na imprensa nacional e nas redes sociais.
No vídeo, Sergio Moro é visto em uma aparente festa, ao ar livre, quando alguém ao fundo diz: “Está subornando o velho”. Depois ele responde, enquanto pega um copo, conforme lembra a ‘CNN‘: “Não, isso é fiança… instituto. Pra comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes.”
