“O juiz foi pego com a boca na botija“, diz influenciador digital – Polícia Federal enviou apuração para o STF e Dias Tofolli, que Moro quis prender na operação lava jato, será o relator
RESUMO << Desde a quarta-feira (25/jun), quando a Polícia Federal (PF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) citações aos nomes de Onyx Lorenzoni, Sergio Moro e Fausto Pinato no escândalo da fraude do INSS relacionada aos salários de aposentados, as redes sociais não param de ferver. O youtuber Thiago dos Reis alimentou o debate como a suposta propina de R$ 660 mil para o então ministro do Trabalho e Previdência, bem como da relação do caso com o ministro Dias Toffoli, sugerindo uma possível vingança do magistrado>>
Brasília, 28 de junho de 2025
Desde que uma bomba caiu no cenário político brasileiro, na quarta-feira (25/jun), quando a Polícia Federal (PF) remeteu o caso sobre a fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ao Supremo Tribunal Federal (STF), os comentários nas redes sociais sobre este tema parecem ininterruptos.
Isso devido a citações, pela instituição policial, aos nomes do ex-ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni (Progressistas), e do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, atual senador Sergio Moro (União Brasil-PR), além do deputado federal Fausto Pinato (Progressistas-SP).
O trio foi citado em documentos que sugerem envolvimento em esquemas duvidosos no inquérito que aponta indícios de manipulação e conchavos escusos dentro do INSS e, por isso, a PF resolveu enviar o caso à instância máxima do judiciário.
A movimentação ganhou destaque após denúncias de irregularidades, com suspeitas de favorecimento a interesses privados, na gestão da autarquia do governo, que é vinculada ao Ministério da Previdência Social e recebe contribuições para a manutenção do Regime Geral da Previdência Social.
O relatório da PF menciona supostas articulações para burlar normas e beneficiar aliados, o que causou prejuízos milionários a aposentados do INSS. Os envolvidos negam as acusações, por óbvio. Eles têm sido alvos de comentários diários nas plataformas sociais.
Neste sábado, o youtuber e empresário Thiago dos Reis produziu mais um de seus vídeos para alimentar as chamas, que estão se transformando em labaredas, em torno do caso.
Ao seu estilo, o influenciador digital diz que “pegaram o juiz Sérgio Moro com a boca na botija no caso do INSS“. Segundo Thiago dos Reis, o senador, durante o governo Bolsonaro, “foi quem mexeu os pauzinhos do Ministério da Justiça para permitir o roubo dos aposentados“.
O empresário acrescenta que “Onyx Lorenzoni, que era ministro da Previdência e chefe do INSS no governo Bolsonaro, foi citado pela Polícia Federal por receber propina de R$ 660 mil de um dos empresários dos bandidos que estavam roubando os aposentados“.
Thiago prossegue e diz que “Onyx Lorenzoni também mexeu os pauzinhos dentro do INSS para permitir que o roubo acontecesse“. Na sequência, o youtuber questiona: “Mas [o deputado federal] Nicolas Ferreira [PL-MG] e a Globo News não tinham dito que era tudo culpa do [Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio] Lula [da Silva]?
E pergunta também “por que que então a Polícia Federal está investigando dois ministros do governo Bolsonaro, hein?”
Thiago dos Reis finaliza dizendo que “a melhor parte” é que “a investigação foi levada pro Supremo Tribunal Federal porque o Moro e o Onyx foram privilegiados. E sabe o que aconteceu? Caiu com o Dias Toffoli“.
Ele explica que Toffoli foi “o ministro que o Sergio Moro investigou ilegalmente e queria prender na Lava Jato. Ah, chegou a hora da vingança do Toffoli. Tic tac, tic tac“, finaliza Thiago dos Reis.
A investigação
De acordo com matéria na revista Piauí, a PF adotou estratégia descentralizada para investigar as fraudes e dividiua apuração em múltiplos inquéritos estaduais com o objetivo de clarificar as frentes investigativas e acelerar a coleta de provas por meio de equipes paralelas.
O texto diz que a iniciativa do delegado Rafael Dantas — que não integra a operação — de solicitar ao STF a unificação dos inquéritos sob a relatoria do ministro Dias Toffoli gerou surpresa.
Mais ainda porque ele vinculou o caso a um inquérito distinto sobre acusações do ex-advogado da Odebrech, Rodrigo Tacla Duran, contra Sergio Moro e Deltan Dallagnol na Lava Jato.
Dantas argumentou que Moro, como ex-ministro da Justiça, teria criado condições para as fraudes via Medida Provisória 870/2019, embora não haja evidências públicas que sustentem essa conexão, e o próprio Toffoli tenha expressado ceticismo quanto ao vínculo.
O escândalo do INSS, que se estende por três governos (Temer, Bolsonaro e Lula), envolve descontos ilegais bilionários em benefícios previdenciários, com acusações políticas cruzadas entre governo e oposição.
A movimentação de Dantas, ao centralizar as investigações no STF, é vista como potencialmente estratégica, pois coloca Toffoli como relator do caso, ampliando seu controle sobre inquéritos futuros.
Enquanto isso, as apurações continuam dispersas, com foco em Brasília (cúpula do INSS) e nos estados (entidades associativas), sem consenso sobre a responsabilidade de Moro ou a eficácia da unificação proposta.![]()







