‘Moro é mais perigoso para a democracia do que Bolsonaro’ diz Glenn Greenwald ao Conjur

O escritor, advogado especialista em direito constitucional dos Estados Unidos e jornalista, Glenn Greenwald, o ex-juiz federal, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e atual pré-candidato pelo Podemos à Presidência da República, Sérgio Moro, em foto de Nelson Almeida/AFP, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em foto na ocasião de sua posse no Palácio do Planalto, em janeiro de 2019 | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

O jornalista internacional, criador do portal The Intercept, afirma, em entrevista ao site jurídico mais lido do Brasil, que o ex-juiz tem a “mentalidade completamente autoritária

Uma extensa matéria/entrevista com Glenn Greenwald, jornalista que ganhou notoriedade no Brasil após as divulgações das mensagens hackeadas dos grupos de Telegram, trocadas entre os procuradores do Ministério Público do Paraná, no âmbito da operação Lava Jato, e o ex-juiz federal Sergio Moro, e que ficaram conhecidas do público através da série de reportagens intitulada Vaza Jato, em 2019, foi ao ar na manhã deste domingo (19/12) no site jurídico mais lido do Brasil, o Conjur, sob o título ‘Moro é mais perigoso para a democracia do que Bolsonaro‘.

Segundo Glenn, o ex-ministro da justiça do atual chefe do executivo tem a “mentalidade completamente autoritária“.

Para Glenn Edward Greenwald, que também é um escritor, advogado especialista em direito constitucional dos Estados Unidos e está radicado no Rio de Janeiro desde 2005, se eleito, o ex-juiz que recentemente se filiou ao Podemos e declarou ter a intenção de se candidatar a presidente nas eleições de 2022 teria menos resistência do establishment do que Bolsonaro, o que lhe permitiria concretizar com mais eficácia os seus projetos, decorrentes dessa mentalidade a que se referiu.

A mensagens da Vaza Jato mostraram que a famosa República de Curitiba burlou leis em diversos momentos e criou o clima na sociedade que permitiu que o STF (Supremo Tribunal Federal) passasse a reverter decisões de Moro, levando à libertação do ex-presidente LULA e, depois, à anulação de suas condenações e ao restabelecimento de seus direitos políticos.   

Glenn afirma, na entrevista, que a Lava Jato foi a força mais poderosa no Brasil de 2014 a 2018, e que nesse período Moro e procuradores da República manipularam o processo democrático e o mundo político.

O jornalista aponta, citando análise do ex-presidente da Câmara dos Deputasos, Rodrigo Maia, como o principal exemplo desse manuseio indevido, a divulgação ilegal de conversas entre a então presidente Dilma e LULA, cuja manobra ilícita foi a chave para o impeachment.  

Os EUA tinham interesse na Lava Jato e na quebra das empreiteiras brasileiras, diz Glenn Greenwald. Tanto que estavam constantemente dialogando com procuradores, quase lhes dando ordens, diz o jornalista, acrescentando que “Sergio Moro sempre estava bem preocupado com o que os EUA estavam pensando“.

Além da advertência sobre Moro, o jornalista também criticou a influência da mídia nacional na Lava Jato e advertiu para riscos da censura imposta por grandes empresas de tecnologia, como Google, Facebook e Twitter, bem como criticou a atuação do STF nos inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos.

Leia a entrevista no Conjur.

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