Moro e Dallagnol participarão das eleições pela 2ª vez, mas agora como candidatos

A título é do ‘Sensacionalista’, mas a notícia é verdadeira e foi dada em tom satírico pelo portal pertencente ao Globo

Depois da notícia de que Sérgio Moro, o ex-juiz federal de Curitiba, e também ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro, disputaria a eleição presidencial a partir de filiação ao Podemos, agora é a vez do procurador Deltan Dallagnol, que também abandonou a Justiça e entra, agora oficialmente, para a política. Ele renunciou definitivamente ao seu cargo no Ministério Público e deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022. Leia mais após o tuíte:

O Sensacionalista insinua que, na primeira vez, Moro e Dallagnol participaram das eleições influenciando diretamente nos resultados, através de investigações e sentenças contra Lula, que culminaram com sua prisão e consequente inelegibilidade para o pleito de 2018.

Ex-coordenador e porta-voz da Lava Jato, Dallagnol viveu intensamente os momentos de glória da maior operação de combate à corrupção da história do País, mas tem amargado duras críticas, uma censura do Conselho Nacional do Ministério Público e até processos na Justiça depois que os mundos político e jurídico se uniram para enterrar o que chamam de “lavajatismo”.

Ele se afastou da coordenação da Lava Jato de Curitiba, em setembro do ano passado, depois de denúncias de excessos e da divulgação de mensagens suas com Moro e outros procuradores pelo The Intercept Brasil

Sua imagem mais controversa é a do PowerPoint em que apontava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como chefe de uma organização criminosa instalada no poder para desviar dinheiro público.

A expectativa é de que se filie ao mesmo partido escolhido por Moro para disputar as eleições do próximo ano, o Podemos, liderado pelo senador Alvaro Dias, também do Paraná, como ambos.

A vontade de entrar para a política não é nova, mas Dallagnol sempre era desencorajado pelos próprios colegas da Lava Jato, que temiam a repetição do que ocorreu na Itália, onde a Operação Mãos Limpas foi trucidada depois que um dos seus principais mentores e coordenadores desviou para a política.

Agora, com o esvaziamento progressivo e o fim da Lava Jato, esse argumento deixa de existir e o que tanto Moro quanto Dallagnol têm dito em seus contatos políticos é que a prioridade deles é resgatar os méritos e êxitos da Lava Jato para a história. Nada melhor do que os palanques e meios de uma campanha eleitoral para trazer esse debate à tona.

Dallagnol

No Twitter, o futuro político explicou sua decisão de deixar o MP. Ele conta que “após mais de 18 anos de trabalho em amor ao próximo, estou saindo do Ministério Público e queria contar a você o porquê. Minha vontade é fazer mais, fazer melhor e fazer diferente diante do desmonte do combate à corrupção que está acontecendo”, escreveu na mensagem do tuíte em que compartilhou um vídeo no YouTube, para explicar sua decisão.

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