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Moro e Dallagnol estão no “esgoto da história” por tentar destruir Lula, diz Radde no aniversário de 7 anos da prisão (vídeo)

    Lula voltou para provar, mais uma vez, que é possível construir um Brasil mais justo e digno para todos“, escreve o deputado na mensagem que acompanha as imagens de uma retrospectiva e depoimentos de pessoas próximas – “Não deteram a chegada da primavera” – SAIBA MAIS

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    Brasília, 8 de abril de 2025

    Há 7 anos, o Brasil testemunhou uma das maiores injustiças desde a redemocratização: a prisão política de Lula orquestrada por Moro e Dallagnol, visando destruir a imagem de Lula e impedir sua volta à Presidência”, escreve o deputado estadual Leonel Radde (PT-RS), em suas redes sociais, um dia após o aniversário da detenção do maior presidente da história do Brasil.

    “Por 580 dias, houve luta e resistência no Movimento Lula Livre — uma vigília diária que manteve viva a esperança por justiça. Lula voltou para provar, mais uma vez, que é possível construir um Brasil mais justo e digno para todos”, prossegue o petista, que acrescenta:

    Aos responsáveis por todas as arbitrariedades e ações desumanas restou o esgoto da história. Resistimos até aqui, agora é hora de derrotar o fascismo“.

    Nesta segunda-feira (7/abr) completaram-se sete anos da prisão do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um marco que muitos consideram uma das maiores injustiças desde a redemocratização do Brasil.

    O deputado estadual Leonel Radde (PT-RS) foi um dos que usaram as redes sociais para relembrar o episódio.

    Lula foi preso em 7 de abril de 2018, após condenação no caso do tríplex do Guarujá, em um processo conduzido pelo então juiz Sergio Moro.

    A sentença, mais tarde ampliada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) para 12 anos e 1 mês, foi anulada em 2021 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou a parcialidade de Moro e a incompetência da Justiça de Curitiba para julgar o caso.

    O Partido dos Trabalhadores reforça que a prisão foi uma “farsa jurídica” para excluí-lo das eleições de 2018, abrindo caminho para um “projeto autoritário” que, segundo o PT, trouxe fome e ódio ao país.

    A narrativa de injustiça ganhou força com os vazamentos da Vaza Jato, divulgados pelo The Intercept Brasil a partir de 2019.

    As mensagens revelaram coordenação entre Moro e Dallagnol, então procurador da Lava Jato, sugerindo um direcionamento político contra Lula.

    22.mar.2023 – Deltan Dallagnol e Sergio Moro durante sessão no Senado | Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

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    Em 2022, o Comitê de Direitos Humanos da ONU corroborou as denúncias, apontando violações ao devido processo legal, como a falta de imparcialidade e o vazamento de escutas.

    Após 580 dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula foi libertado em 8 de novembro de 2019, beneficiado por uma decisão do STF que declarou inconstitucional a prisão após condenação em segunda instância.

    A Vigília Lula Livre, no bairro Santa Cândida, reuniu caravanas de todo o país e personalidades internacionais, resistindo pacificamente até a soltura do ex-presidente. “Foi um experimento único de luta e diálogo”, afirmou um dos organizadores ao portal.

    Radde celebra o retorno de Lula ao poder em 2023 como prova de que é possível “construir um Brasil mais justo e digno”. Ele também critica os responsáveis pelas “arbitrariedades”, relegando-os ao “esgoto da história”, e conclama a derrota do fascismo, ecoando o sentimento de superação da militância.

    Apesar das anulações, os processos contra Lula não resultaram em absolvição formal, mas em arquivamentos por prescrição ou falhas processuais, mantendo o debate polarizado.

    Sete anos após o início dessa saga, a trajetória de Lula — da prisão à Presidência — reflete uma história de resistência e reviravoltas judiciais que continuam a moldar o cenário político brasileiro.

    Assista ao vídeo postado pelo autodeclarado antifascista Leonel Radde:

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