Encurralado por ‘fogo amigo’ na federação, senador enfrenta ultimato de caciques e até exigência de ‘teste da farinha’ e exames psicotécnicos de novas siglas para tentar salvar sua candidatura – ENTENDA
Brasília, 03 de dezembro 2025
O cenário político do Paraná vive um momento de tensão absoluta que coloca o senador Sergio Moro (União Brasil) no centro de um furacão.
Embora lidere com folga a corrida pelo Palácio Iguaçu, o ex-juiz da Lava Jato vê sua candidatura ameaçada não pelas urnas, mas por uma guerra fratricida dentro da própria federação partidária, segundo o Blog do Esmael.

De acordo com a pesquisa Real Time Big Data, divulgada recentemente, Moro é o favorito indiscutível dos eleitores paranaenses, alcançando 41% das intenções de voto no principal cenário estimulado.
Ele mantém uma vantagem expressiva sobre o segundo colocado, o deputado estadual Requião Filho (PDT), que aparece com 20% a 23%, e deixa para trás o candidato da máquina estadual, Guto Silva (PSD), apadrinhado do governador Ratinho Jr. (PSD), que soma apenas 14%.
Contudo, a realidade dos gabinetes contradiz a vontade das ruas. A crise entre o Progressistas (PP) e o União Brasil, siglas que compõem a federação União Progressista, evoluiu para um racha exposto que pode impedir o registro oficial da chapa do senador.
A “Sabotagem” da Federação:
O Fator Cida e o Ultimato de Ciro
O obstáculo intransponível para Moro tem nome e sobrenome: Cida Borghetti. O PP já aprovou o nome da ex-governadora e esposa do deputado Ricardo Barros para a disputa estadual. Como a federação exige consenso ou decisão unificada, o impasse jurídico está armado.

Fontes ligadas à federação confirmam, segundo o site, que “não haverá registro de chapa” para Moro se a divergência persistir, pois o PP manterá sua decisão local.
Para selar o destino do senador, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, desembarca em Curitiba na segunda-feira (08/dez) com uma missão clara: reafirmar a autonomia da seção paranaense e vetar intervenções nacionais que favoreçam o ex-juiz.
O clima é de ruptura total. O deputado Toninho Wandeescher (PP), líder da bancada paranaense, diz Esmael, foi taxativo ao descrever a rejeição interna: “Se Moro prevalecesse, eu sairia do PP”, indicando que a bancada inteira debandaria caso o ex-juiz forçasse sua candidatura.
O Bizarro “Teste da Farinha” e a Busca por Abrigo
Diante do risco iminente de ficar sem legenda, Sergio Moro precisa correr contra o tempo para encontrar um novo partido, mas as opções impõem condições inusitadas e até humilhantes.
Segundo apurou o blogueiro curitibano, o partido Missão (ligado ao antigo MBL) exigiria que o senador passasse por um curioso “teste da farinha”: para ser aceito, ele teria que ler os três volumes do “Livro Amarelo” e realizar um exame psicotécnico resumindo a obra — um rito de iniciação que dificilmente seria aceito pelo ex-magistrado.
Outra alternativa seria o PRTB, de Pablo Marçal. A sigla adota uma postura mais flexível para filiações, mas sua agenda está estritamente alinhada aos interesses da Faria Lima, o que poderia gerar novos conflitos ideológicos para Moro.
Enquanto a Polícia Federal mantém operações na 13ª Vara Federal de Curitiba, criando uma sombra jurídica constante, é a articulação política “real e objetiva” que hoje coloca o senador “em maus lençóis”, isolado e sem o controle do próprio destino partidário.
Ratinho Jr. Domina Corrida ao Senado
Enquanto a disputa pelo governo pega fogo, a corrida pelas duas vagas ao Senado Federal em 2026 mostra a força da máquina estadual. O atual governador Ratinho Jr. (PSD) lidera isolado com 31% das intenções de voto no cenário consolidado, embora enfrente resistência da ala bolsonarista em suas pretensões presidenciais.
A briga pela segunda vaga ao Senado promete ser acirrada entre nomes da direita conservadora:
• Cristina Graeml (União): oscila entre 14% e 20%;
• Deltan Dallagnol (Novo): aparece com 13% a 20%;
• Filipe Barros (PL): registra entre 13% e 18%.
Pela esquerda, ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), figura com 10% a 12%, seguida por Zeca Dirceu (PT).
Para Sergio Moro, a situação é análoga a de um time de futebol que goleia em campo, mas corre o risco de ser desclassificado no “tapetão” por não ter pago a taxa de inscrição da liga.
Sem uma legenda que o acolha, seus 41% de votos podem se tornar apenas uma estatística de “o que poderia ter sido“.

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Bem feito, esse Mané MORO merece ser escanteio…
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