Imagens mostram homem filmando quebra quebra dentro do Supremo: “Aqui é a porr@ do STF, c@r@lho! Quem manda aqui?” – ASSISTA e SAIBA MAIS
COMPARTILHE:
✅ UrbsMagna no WhatsApp
——-Receba Notícias———
➡️ UrbsMagna no Telegram
Nesta quarta-feira (26/mar), STF (Supremo Tribunal Federal) retomou o julgamento que pode transformar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados em réus por uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na Primeira Turma da Corte, apresentou seu voto favorável ao recebimento da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), afirmando que há “elementos suficientes” para dar prosseguimento à ação penal.
Segundo Moraes, a PGR demonstrou de forma “amplamente satisfatória” a existência de uma organização criminosa liderada por Bolsonaro, com o objetivo de abolir o Estado Democrático de Direito e depor o governo legitimamente eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em sua argumentação, Moraes destacou que Bolsonaro “conhecia, manuseava e discutia” uma minuta golpista que propunha a ruptura institucional, incluindo a prisão de ministros do STF e a realização de novas eleições.
O ministro enfatizou que a denúncia descreve uma “ação coordenada e progressiva” iniciada em 2021, com ataques sistemáticos ao sistema eleitoral, como a disseminação de desinformação sobre urnas eletrônicas, e culminando nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Ele refutou teses da defesa, como a de que o crime seria “impossível” por Bolsonaro ser o presidente à época, afirmando que os atos visavam manter o poder após a derrota nas urnas.
A PGR acusa Bolsonaro e aliados, como os ex-ministros Walter Braga Netto e Augusto Heleno, de cinco crimes: organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Moraes reforçou que as próprias defesas reconheceram a gravidade dos atos golpistas, embora neguem participação direta de seus clientes.
O julgamento, que analisa o “núcleo crucial” da trama, segue na Primeira Turma – composta por Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Flávio Dino e Cristiano Zanin – e a expectativa é de que a denúncia seja aceita por unanimidade, conforme fontes do STF.
A sessão, iniciada às 9h50, foi marcada por um tom didático de Moraes, que detalhou as manobras do grupo para minar os poderes constitucionais. Caso a denúncia seja recebida, Bolsonaro e os demais passarão a responder como réus, abrindo caminho para um processo penal que pode resultar em penas superiores a 40 anos de prisão.
A defesa de Bolsonaro, liderada por Celso Vilardi, insiste na ausência de provas concretas e questiona a imparcialidade de Moraes, mas tais argumentos foram rejeitados pelo relator e pela maioria do STF em etapas anteriores.
Durante seu voto, Moraes exibiu um vídeo para contestar as argumentações de bolsonaristas de que os manifestantes que atuaram no quebra quebra contra às sedes dos Três Poderes eram “velhinhas com Bíblias na mão“.
As imagens mostram cenas da violência e vandalismo contra as edificações, bem como a policias que atuaram na tentativa de reprimir o avanço dos golpistas. Um dos trechos mostra uma policial relembrando que levou uma pancada na cabeça com uma barra de ferro que amassou seu capacete, mostrado em close.
Durante as argumentações que narravam o vídeo, Moraes rebateu as narrativas de bolsonaristas que buscam anistia para os condenados pela participação nos atentados de 8 de janeiro.
Assista a seguir ao vídeo de mais de 1h e 50min:
Em atualização
aguarde











