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Moraes vota para rejeitar recurso de Bolsonaro e momento da prisão em regime fechado pode estar próximo

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    O ministro
    O ministro do STF, Aleandre de Moraes / Foto: Antônio Augusto/STF | O ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa-prisão, em Brasília / Foto: Pedro Ladeira/Folhapress


    Primeira Turma do STF analisa embargos de declaração de condenados por organização criminosa visando golpe de estado, aproximando o desfecho do caso


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    Moraes vota contra recurso de Bolsonaro

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    Brasília, 07 de novembro 2025

    O Voto Decisivo no Supremo Tribunal

    O futuro legal do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu círculo de poder mais próximo está sendo selado no Supremo Tribunal Federal (STF), onde um voto decisivo do ministro Alexandre de Moraes acelera o desfecho de uma das mais graves sagas político-jurídicas da história recente do Brasil. Em jogo, está a iminente execução de penas de prisão para o ex-presidente e seus principais aliados.

    Nesta sexta-feira (7/nov), Moraes, na condição de relator, votou pela rejeição do recurso apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) contra a condenação imposta em setembro pela participação na chamada "trama golpista".

    Com este voto, Bolsonaro e outros réus de alto perfil, incluindo generais e ex-ministros que compunham seu núcleo crucial, ficam um passo mais perto de iniciar o cumprimento de suas sentenças. A decisão também se estendeu aos recursos de outras figuras-chave do governo anterior. A análise aprofundada do voto de Moraes e dos próximos passos processuais revela o quão estreito se tornou o caminho para a defesa.

    O Julgamento em Andamento:
    Desvendando a Posição de Moraes

    O voto do ministro Alexandre de Moraes, apresentado nesta sexta-feira (7/nov) na abertura da sessão da Primeira Turma do STF, estabelece um precedente robusto e define o tom para o restante do julgamento. A análise do colegiado se debruça sobre os chamados "embargos de declaração", um tipo de recurso que visa esclarecer pontos específicos de uma decisão, mas não reavaliar o mérito da condenação.

    Em sua fundamentação, Moraes foi categórico ao afirmar que não existem as "omissões, contradições e obscuridades" alegadas pela defesa de Bolsonaro na sentença original. Segundo o ministro, o cálculo da pena imposta ao ex-presidente foi explicitamente detalhado e justificado, tornando os argumentos apresentados no recurso "inviável".

    O voto de Moraes rejeitou o recurso de Bolsonaro e, na mesma decisão, os apelos apresentados por outras seis figuras centrais do caso:

    • Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência - Abin)
    • Almir Garnier (almirante e ex-comandante da Marinha)
    • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
    • Augusto Heleno (general e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional - GSI)
    • Paulo Sérgio Nogueira (general e ex-ministro da Defesa)
    • Walter Souza Braga Netto (general e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa)

    O julgamento ocorre no formato de plenário virtual e se encerrará na próxima sexta-feira (14). Durante este período, os demais ministros da Primeira Turma — Cármen LúciaCristiano Zanin e Flávio Dino — registrarão seus votos no sistema eletrônico, selando o destino deste recurso.

    Contextualizando a Condenação: A "Trama Golpista"

    Para compreender a importância do julgamento atual, é fundamental revisitar a condenação original que motivou os recursos. Os embargos de declaração não questionam a culpa ou a inocência dos réus, mas sim as tecnicalidades da sentença proferida em setembro. Naquela ocasião, a Primeira Turma do STF, por uma maioria de 4 votos a 1, concluiu que Jair Bolsonaro liderou uma organização criminosa.

    O objetivo central dessa organização, segundo a Corte, era manter o então presidente no poder mesmo após sua derrota nas urnas. Para alcançar essa meta, o grupo se valeu de métodos ilícitos e do aparelhamento do Estado.

    A investigação revelou que a estrutura estatal, incluindo a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Polícia Federal (PF), foi utilizada para monitorar e agir contra adversários políticos. A acusação detalha que o grupo planejou o assassinato de autoridades e promoveu ataques sistemáticos contra a credibilidade do sistema eletrônico de votação, fomentando um ambiente de instabilidade institucional. Pela sua liderança no esquema, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

    Os Réus:
    Entre o Recurso e a Submissão

    Diante da condenação, os réus adotaram estratégias distintas. Enquanto a maioria optou por esgotar as vias recursais, um dos personagens centrais decidiu aceitar o veredito, alterando a dinâmica do processo.

    • Jair Bolsonaro: Cumprindo prisão domiciliar desde 4 de agosto, com proibição do uso de redes sociais e telefone, o ex-presidente recorreu da sentença. Sua defesa alega a existência de "injustiças""erros" e "equívocos" no julgamento.
    • Walter Braga Netto: Considerado um dos principais articuladores da trama, o general está preso desde 14 de dezembro de 2024 e também apresentou recurso contra sua condenação.
    • Mauro Cid: O tenente-coronel, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi o único do núcleo crucial a não recorrer. Sua decisão é consequência direta de seu acordo de delação premiada. Com isso, seu processo alcançou o "trânsito em julgado", e ele iniciou o cumprimento de sua pena em 3 de novembro, tendo a tornozeleira eletrônica retirada.

    A submissão de Cid à sentença não apenas consolida a validade de sua colaboração com a Justiça, mas também isola os demais réus, conferindo peso adicional às provas que fundamentaram a condenação de todo o grupo.

    O Que Vem a Seguir:
    Os Últimos Obstáculos Legais

    Apesar do voto contundente de Moraes, o caminho legal ainda não terminou. Para que a rejeição dos recursos seja oficializada, é necessária uma maioria de três votos na Primeira Turma — um resultado amplamente esperado, dado o histórico do caso.

    Uma vez confirmada a decisão, o processo se aproxima do "trânsito em julgado", termo jurídico que indica o esgotamento das possibilidades de recurso. Atingida essa fase, o relator, ministro Alexandre de Moraes, fica autorizado a determinar o início do cumprimento das penas.

    Embora as defesas possam tentar manobras adicionais, como um segundo conjunto de "embargos de declaração" ou os "embargos infringentes", as chances de sucesso são consideradas remotas. O entendimento atual do Supremo torna os embargos infringentes inaplicáveis a este caso, pois exigiriam ao menos dois votos pela absolvição, o que não ocorreu.

    Com as vias recursais se esgotando, o desfecho final — a execução das sentenças de prisão para um ex-presidente e seus principais aliados — é uma possibilidade concreta e aguardada para antes do final do ano.



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    2 comentários em “Moraes vota para rejeitar recurso de Bolsonaro e momento da prisão em regime fechado pode estar próximo”

    1. Benedito Soares da Silva

      Esse inimigo da CLT teria que pegar prisão perpétua extensiva aos herdeiros até a quinta geração!!

    2. O importante é que a lei seja cumprida. Que o tempo e os cuidados para este sr doente sejam tomados e estendidos para todos os presos da Papuda, nas condições semelhantes de saúde. Alimentação, remédio …. Iguais para todos. Ditadura nunca mais.

    Os comentários estão fechados.

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