Eles foram denunciados pela PGR e respondem pelos crimes de ‘abolição violenta do Estado democrático de direito‘, ‘golpe de Estado‘, ‘dano qualificado‘, ‘deterioração de patrimônio tombado‘ e ‘associação criminosa armada‘
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, votou, nesta sexta-feira (2/1), para condenar mais 12 manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas que se tornaram réus por participação no quebra-quebra contra as sedes dos Três Poderes, no Distrito Federal, em 8 de janeiro de 2023.
A Corte máxima de Justiça do Brasil, que tem Moraes como relator dos processos – primeiro a apresentar o voto, iniciou hoje o julgamento, que ocorre em plenário virtual, de mais acusados de participar e incentivar a violência contra a democracia, em Brasília.
O ministros do Supremo têm até o dia 9 de fevereiro para registrar seus votos pelo sistema eletrônico, formato em que não há debate em sessão presencial.
Na segunda (5/2), o STF vai concluir o julgamento de outros 29 réus acusados de participar dos atos golpistas, lembra o ‘UOL‘. Eles foram denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e respondem pelos crimes de ‘abolição violenta do Estado democrático de direito‘, ‘golpe de Estado‘, ‘dano qualificado‘, ‘deterioração de patrimônio tombado‘ e ‘associação criminosa armada‘.
O texto lembra que, até agora, o STF condenou 30 réus pelo 8 de janeiro a penas de até 17 anos de prisão. Os acusados por crimes mais leves estão fechando acordos com a PGR para cumprimento de serviço comunitário e pagamento de multa. Segundo o órgão, mais de 300 denunciados manifestaram interesse em assinar esse termo.
Os 12 réus que estão em julgamento iniciado nesta sexta são Clayton Costa Cândido Nunes, Tiago Mendes Romualdo, Watlila Socrates Soares do Nascimento, Leonardo Silva Alves Grangeiro, Marcelo Cano, Jorge Luiz dos Santos, Juvenal Alves Correa de Albuquerque, Gabriel Lucas Lott Pereira, Robinson Luiz Filemon Pinto Junior, Helio Garcia Ortiz Junior, Marcos dos Santos Rabelo e Manoel Messias Pereira Machado.
