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Moraes se reúne com Castro no Rio para entender planejamento da megaoperação e exige preservação de provas

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    Alexandr Wang
    O ministro do STF, Alexandre de Moraes / Foto: Ed Alves/CB/D.A Press | O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro / Imagem reprodução Instagram/@claudiocastrorj | Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão – Rio de Janeiro / Foto: Fabiano Rocha/O Globo


    Ministro do STF também convocou audiência com o Conselho Nacional de Direitos Humanos, associações e ONGs do Rio de Janeiro, reforçando cobrança por transparência e responsabilização



    Brasília, 03 de novembro 2025

    Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), intensificou a fiscalização sobre a letalidade das forças de segurança do Rio de Janeiro ao determinar a preservação integral de todas as provas e documentos relativos à recente megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão — noticiada como a mais letal da história do Estado.

    A decisão, proferida no âmbito da ADPF das Favelas, visa garantir a lisura da produção probatória e o acesso da Defensoria Pública aos elementos periciais para a elaboração de contraprovas, conforme reportado pelo O Globo e CNN Brasil.

    O relator da ação mandou intimar pessoalmente o governador Cláudio Castro (PL) para assegurar o cumprimento rigoroso da medida, indicando a seriedade do STF na apuração dos fatos. A urgência do tema foi sublinhada pela agenda do ministro.

    Moraes desembarca no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (3/out), para uma série de reuniões com o governador Cláudio Castro e outras autoridades do sistema de Justiça e segurança pública.

    O objetivo é colher informações detalhadas sobre o planejamento, a execução e os protocolos de uso da força na Operação Contenção, que resultou em mais de 100 mortes, segundo os dados mais recentes.

    A pressão do STF ocorre em meio à crescente indignação de setores da sociedade civil e da Defensoria Pública da União (DPU), que acionaram o Supremo diante das contundentes consequências da ação policial.

    Além da reunião com Castro, o ministro convocou uma audiência conjunta no STF com o Conselho Nacional de Direitos Humanos e diversas associações e ONGs do Rio de Janeiro, reforçando a cobrança por transparência e responsabilização.

    A exigência de que o Governo do Rio preserve as provas periciais e forneça relatórios detalhados ao Ministério Público e à Defensoria marca um momento crucial na fiscalização da política de segurança do Estado, que há tempos é questionada pela alta letalidade.

    O desdobramento da investigação e as informações prestadas por Castro a Moraes ditarão os próximos capítulos de um dos temas mais delicados da segurança pública nacional.



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    1 comentário em “Moraes se reúne com Castro no Rio para entender planejamento da megaoperação e exige preservação de provas”

    1. REINALDO GONCALVES DA CRUZ

      Quando Bolsonaro falou o forte dele era matar, ficou explícito, seus seguidores tem o mesmo perfil, já vimos em são Paulo, aconteceu em Goiás, no Rio não foi diferente, nessa chacina tem muitos inocentes, para esse povo vidas não tem valor, principal, negros pobres

    Os comentários estão fechados.

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