Ministro do STF também convocou audiência com o Conselho Nacional de Direitos Humanos, associações e ONGs do Rio de Janeiro, reforçando cobrança por transparência e responsabilização
Brasília, 03 de novembro 2025
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), intensificou a fiscalização sobre a letalidade das forças de segurança do Rio de Janeiro ao determinar a preservação integral de todas as provas e documentos relativos à recente megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão — noticiada como a mais letal da história do Estado.
A decisão, proferida no âmbito da ADPF das Favelas, visa garantir a lisura da produção probatória e o acesso da Defensoria Pública aos elementos periciais para a elaboração de contraprovas, conforme reportado pelo O Globo e CNN Brasil.
O relator da ação mandou intimar pessoalmente o governador Cláudio Castro (PL) para assegurar o cumprimento rigoroso da medida, indicando a seriedade do STF na apuração dos fatos. A urgência do tema foi sublinhada pela agenda do ministro.
Moraes desembarca no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (3/out), para uma série de reuniões com o governador Cláudio Castro e outras autoridades do sistema de Justiça e segurança pública.
O objetivo é colher informações detalhadas sobre o planejamento, a execução e os protocolos de uso da força na Operação Contenção, que resultou em mais de 100 mortes, segundo os dados mais recentes.
A pressão do STF ocorre em meio à crescente indignação de setores da sociedade civil e da Defensoria Pública da União (DPU), que acionaram o Supremo diante das contundentes consequências da ação policial.
Além da reunião com Castro, o ministro convocou uma audiência conjunta no STF com o Conselho Nacional de Direitos Humanos e diversas associações e ONGs do Rio de Janeiro, reforçando a cobrança por transparência e responsabilização.
A exigência de que o Governo do Rio preserve as provas periciais e forneça relatórios detalhados ao Ministério Público e à Defensoria marca um momento crucial na fiscalização da política de segurança do Estado, que há tempos é questionada pela alta letalidade.
O desdobramento da investigação e as informações prestadas por Castro a Moraes ditarão os próximos capítulos de um dos temas mais delicados da segurança pública nacional.
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Quando Bolsonaro falou o forte dele era matar, ficou explícito, seus seguidores tem o mesmo perfil, já vimos em são Paulo, aconteceu em Goiás, no Rio não foi diferente, nessa chacina tem muitos inocentes, para esse povo vidas não tem valor, principal, negros pobres
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